O deputado estadual Toinho do Sopão, nesta quarta-feira (7), durante discurso na tribuna da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), criticou duramente os níveis de violência e impunidade que se instalaram na Paraíba e no Brasil nos últimos tempos.
Toinho do Sopão culpou o Estado pela onda de violência que assola aos paraibanos nos últimos tempos e ainda criticou a enxurrada de propagandas enganosas que tenta enganar a população dizendo que está “tudo bem”, enquanto a realidade é bem diferente.
O deputado afirma que o Estado continua se omitindo das responsabilidades que lhe cabem atribuindo aos ditos problemas sociais e às drogas a onda crescente de violência.
“A violência é o resultado da ausência de autoridade e da impunidade. Ao Estado compete a garantia das leis e da ordem. Este é o claro dever do Estado. O Estado está combatendo a violência com o mesmo objetivo que tenta ensinar o Saci Pererê a andar de patinete. Tudo não passa de uma grande brincadeira!”, enfatizou o parlamentar.
Toinho ainda fez referência aos casos recentes do torcedor que morreu após ser atingido com um vaso sanitário no Estádio do Arruda, no Recife, em Pernambuco; e, ao da mulher que foi espancada até a morte, no litoral de São Paulo, por causa de um boato que circulou na internet.
O deputado acredita que apenas a certeza da punição poderá desacelerar o aumento da violência no país.
“Se o criminoso tiver certeza que vai ser apanhado e punido vai pensar duas vezes em cometer o delito. Hoje, se lavra o boletim de ocorrência e os criminosos vão embora, muitas vezes, impunes. Ou a identificação acontece depois. Acho que o fim da impunidade já seria um bom começo para se banir este tipo de situação no Brasil”, disse o parlamentar.
Durante o discurso, o deputado cobrou o desfecho do “Caso Rebeca” que, após três anos, continua impune. E soluções para os casos da mulher que, em João Pessoa, há cerca de um mês, teve a cabeça decepada e colocada em exposição numa cerca de arame farpado; do homem que foi assassinado e teve a mão decepada na última semana, em Santa Rita; e, o da avó que foi assassinada na frente de uma criança de cinco anos que foi atingida com um tiro na cabeça, nesta semana, em João Pessoa.