O primeiro debate da BAND neste domingo em São Paulo entre os candidatos a presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro em resumo pelo escopo e conteúdo do enfrentamento não deve ter servido aos indecisos – segmento decisivo no segundo turno.
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A rigor, foram os âncoras Adriana Araújo e Eduardo Oinegue quem produziram as perguntas a oferecer abordagens a possibilitar posição dos candidatos sobre conteúdos consistentes.
É que durante as 1 hora e 40 minutos a essência do debate não priorizará essencialmente conteúdos de programas de governo, senão poucas abordagens neste sentido focando saúde, questões econômicas, segurança pública.
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TÁTICA
O candidato Flávio Bolsonaro, por exemplo, apresentou tática de bem treinado, primeiro para não responder nenhuma das perguntas formuladas a ele por Lula e focou sua atuação em pontos como segurança, crise social, corrupção direcionando perguntas ao adversário.
Lula, estrategicamente, respondeu aos questionamentos feitos, inclusive sobre a participação da lobista Roberta Luchsinger em entrevista à CNN mencionando desejo de delação querendo envolver o presidente e seu filho Lulinha com o candidato afirmando aguardar relatório da PF para tomada de qualquer decisão. Ele mencionou que o filho já quebrou sigilo telefônico e bancário sem apresentar problemas.
Este assunto questionado por Flávio em face de Lulinha morar na Espanha levou em outra parte do debate a Lula indagar Flávio sobre o deputado federal cassado e foragido Eduardo Bolsonaro morando nos EUA, bem como sobre sua participação no Tarifaço de Trump contra o Brasil. As respostas genéricas não esclareceram o intento do perguntado.
ESSÊNCIA
Taticamente, Flávio usou durante o debate posicionamento de ficar por atrás do presidente quando de sua ocupação de espaços na TV a gerar protesto do assessor Sidónio Palmeira à organização do debate pelo incômodo que estava causando.
O fato é que as perguntas incômodas de Lula, como a votação contrária às mulheres em pós parto quando Flávio era deputado, a defesa dele defendendo um miliciano que matou criança de 5 anos com tiro de fuzil, o emprego de R$ 130 milhões de Vorcaro, mudanças no lei 6×1, privatização de estatais, etc, e o desafio de abrir contas bancárias e telefônicas ficaram sem respostas.
Flávio Bolsonaro priorizou falar dos dramas da segurança e acusar / responsabilizar o governo federal desta situação que como respondido pelo adversário até a fase atual é de responsabilidade dos estados e não da União, conforme Constituinte de 1988.
Lula no tempo possível soube defender inúmeras realizações de governo em curso até abrigando situações questionadas por Flávio Bolsonaro já em aplicação em curso.
Em síntese, o debate teve esse caráter de mais acusações de que propostas com Lula claramente bem mais consistente no trato de ações aos dramas públicos a merecer medidas de governo do que Flávio Bolsonaro treinado para o debate mecanicamente sem profundidade, mas com foco nos telespectadores.
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“O olho que existe / é o que vê”

