WS: Debate na TV Correio expõe duros enfrentamentos entre candidatos ao Governo, mas em tese inaltera tendência eleitoral

 

 

A mediação equilibrada do debate na TV Correio nesta quinta – feira à noite pelo multimídia Hermes de Luna bem serviu para diagnosticar que os três principais candidatos ao Governo – Cícero Lucena, Efraim Filho e Lucas Ribeiro – resolveram gerar duros enfrentamentos entre si com acusações diversas, mesmo assim o recorte estratégico de mercado televisivo do momento intuí indagar se esse evento pode ou não alterar a tendência das projeções eleitorais. Em tese, há quem não veja meios de alteração.

 

Cícero e Efraim e/ou Efraim e Cícero resolveram se revezar para encarar e denunciar situações ligadas ao governador / candidato à reeleição Lucas Ribeiro contestando números do Governo, uso da máquina, emprego de familiares. etc, mas se depararam com um concorrente governista colado no saldo da gestão, repetindo – o como conquistas e encarando sem receios o enfrentamento adversário .

 

IDEOLOGIA E GESTÃO

 

Lucas precisou encarar de frente acusações ideológicas apontando que seu bisavô Aguinaldo Veloso Borges foi responsável pela morte de camponeses nos anos 60 e em 80 no caso de Margarida Maria Alves, mas isso não o abalou levando-o a responder longe da responsabilidade no tempo contemporâneo ainda alegando que seus adversários vivem do passado sem futuro.

 

Aliás, o candidato de situação usou o quanto pode a reprodução de dados com avanços da atual gestão em diversos segmentos levando-o a repetir conquistas consolidadas, mas sendo questionado pelos adversários afirmando que no governo real existem muitas falhas na segurança, educação, saúde, infraestrutura, etc, sendo contestado por Lucas.

 

O governador, entretanto, acusou Cícero de ter pessoas envolvidas com facções criminosas sendo rebatido pelo ex-prefeito acusando Lucas de abrigar militante de Itabaiana com crime organizado.

 

No quesito gestão, Lucas se manteve fixado na reprodução de avanços no governo questionando Efraim Filho de inexperiência, mas os adversários de Oposição apresentaram alternativas na condução de governo. Resta saber se as abordagens sensibilizaram de fato os telespectadores /eleitor(a)es com resultados efetivos na mudança de tendências.

 

Como o nível da audiência está balizado em público interessado no cenário da disputa por envolvimento localizado proporcional, a márgem do público indeciso e/ou foco dos candidatos capaz de influir em tendências em tese pode estar abaixo do esperado, sobretudo pela Oposição.

 

Em síntese, os enfrentamentos aconteceram, foram incisivos mas ainda há dúvidas sobre mudança de tendência pró Lucas. Agora é aguardar.

 

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“O olho que existe/ é o que vê”

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