Rui Leitão: as urnas darão a resposta adequada

(Foto: Reprodução)

O presidente Lula talvez não precise mais se preocupar em montar uma forte estrutura de campanha no Brasil. Esse comitê eleitoral, em certa medida, já teria sido construído nos Estados Unidos por iniciativa do presidente Donald Trump, com o auxílio de agentes políticos como Marco Rubio, Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, além da colaboração de Paulo Figueiredo, neto do último presidente do regime militar brasileiro.

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O mote da campanha teria sido escolhido, ainda que involuntariamente, pelo governo norte-americano, com o apoio de brasileiros que atuam nos Estados Unidos. A bandeira da soberania nacional passou a ocupar o centro do debate diante dos ataques econômicos que esses estrategistas políticos acabaram oferecendo ao candidato à reeleição.

A imposição de tarifas sobre produtos brasileiros, justificada por argumentos considerados frágeis e explicitamente políticos que vão do Pix às políticas ambientais e comerciais, abriu espaço para um amplo debate sobre a soberania nacional. O brasileiro consciente e responsável, que verdadeiramente ama sua pátria, sufragará nas urnas a alternativa que considerar capaz de garantir a independência do país diante de pressões estrangeiras. Trata-se de uma questão de consciência cívica. A sanção unilateral imposta pelo governo Donald Trump desperta o sentimento de que o Brasil não deve admitir tornar-se subordinado aos interesses de qualquer potência estrangeira.

O chamado “tarifaço”, para tristeza e decepção de muitos, teria contado com a atuação de brasileiros que, agem como vassalos, priorizando interesses dos Estados Unidos em detrimento dos interesses nacionais, sem considerar os impactos sobre empresas brasileiras, trabalhadores e exportadores. Um ex-deputado, irmão de um candidato da oposição, chegou a afirmar: “Pouco importa que o Brasil se torne uma terra arrasada; o que vale é que nos sentiremos vingados.” Diante disso, cabe a pergunta: vamos permitir que isso aconteça?

Estamos diante de uma situação em que a escolha política feita nas próximas eleições colocará o país diante de duas alternativas antagônicas: defender os interesses do Brasil ou avalizar um projeto que representa a entrega do patrimônio nacional, da soberania e da dignidade do país. O povo brasileiro, ao longo de sua história, nunca compactuou com investidas externas que busquem desconsiderar sua autonomia para definir seus próprios caminhos. Essa ação externa, certamente, produzorá efeitos opostos aos pretendidos por seus idealizadores.

As urnas darão a resposta adequada. Aqueles que apostam na capacidade de submeter o Brasil às vontades de Washington poderão encontrar a resistência de um povo que entende a soberania nacional como algo inegociável.

Rui Leitão

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