WS: No Maior São do Mundo: Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro reclamam da inversão cultural de valores diante do Rei do Iê-ê-ê

(Foto: Reprodução)

De repente, não mais do que de repente, a mais importante manifestação artística e mercadológica da Cultura do Nordeste ocupa espaços nacional e internacional para anunciar em junho o Rei da Jovem Guarda — movimento musical do final dos anos 60 — Roberto Carlos , como a principal atração do Maior São do João do Mundo.

Tem mais: o evento também anunciou Marisa Monte e João Gomes, o rei do Piseiro — novo ritmo musical de estética distinta do forró raiz — exatamente no ano em que a UNESCO deve validar o Forró como Patrimônio Imaterial da Humanidade.

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REALIDADE E HISTÓRIA

A escolha de Roberto, Marisa e João Gomes não atrai na análise de agora qualquer postura contrária a um desses três vultos da MPB, mas é que eles, pelo perfil estético musical representado, não se identificam em nada com o Forró genuinamente nordestino. Nada a ver.

É que esteticamente e, principalmente mercadologicamente, eles até poderiam estar na programação, mas a essência enquanto gênero deveria estar superdimensionado em torno das mais expressivas expressões do Forró , vide Flávio José, Alcymar Monteiro, Elba Ramalho, Maciel Melo, Waldonys, Rainha do Forró, etc.

Em vez dessa gente original e de grande valor ter Roberto Carlos como principal referência, faria com que Luiz e Jackson se suicidassem. Inaceitável.

“OS REIS DO FORRÓ ABRIGAM TODO REINADO.”. Algo desse tipo daria melhor sustentação em termos de argumentação ao Maior São João do Mundo para ter todos os Sertanejos e outros e outras artistas longe do Forró já que entendemos a estratégia de dialogar com as novas gerações.

DESRESPEITO?

O fato é que a Cidade de Campina Grande ignora desde sempre que a primeira artista e Rainha do Forró em todo Brasil de nome Marinês — e sua gente — foi até hoje ignorada como mais importante artista do gênero ao longo dos anos.

Trocando em miúdos, um dia Campina Grande saberá ajustar sua programação através do mercado, respeitando e valorizando a tradição cultural.

Vamos repetir: respeitamos muito as opções da prefeitura, mas é preciso outra dosimetria.

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