O colunista teve o imenso prazer em conhecer e conversar sobre música com o maestro Laercio Diniz, que é atualmente regente da Orquestra Municipal de João Pessoa. O encontro se deu há dois meses, no apartamento do Publisher da Revista Nordeste, jornalista Walter Santos, um dos incentivadores sem igual da arte e da cultura na Paraíba. Foi uma tarde maravilhosa em que trocamos ideias aventando a possibilidade de projetos de futuro.
Falamos também das lembranças de velhos amigos da gravadora EMI Odeon, que representamos durante cinco anos, e na qual o Maestro tem registradas diversas produções em discos com arranjos para importantes nomes da MPB, um trabalho de bastidores que poucos conhecem.
Pois bem, na terça-feira, dia 15, tivemos a honra de assistir a uma de suas apresentações, quando convidados pela Prefeitura Municipal para a abertura do Festival de Verão Cidades Criativas, que realizou-se no adro da Catedral metropolitana. Lá, sob a presença do Prefeito Cícero Lucena, a primeira dama Lauremília Lucena, Secretários Municipais, autoridades, produtores, artistas, Imprensa, e público em geral. A noite foi contemplada pelo maestro Laercio Diniz que homenageou com a OMJP, o paraibano Sivuca, executando arranjos para as suas maiores obras como ‘Feira de Mangaio’ e ‘João e Maria’. Sem dizer da excelente apresentação, também, da Cia de Dança da Cidade de João Pessoa, um show a parte.

O Maestro Laercio Diniz, pelo pouco que conhecemos, é dessas pessoas gigantes em sua arte, e ao mesmo simples e muito simpático no trato do dia a dia. Com um enorme talento e capacidade imensa de produção e execução. Um nome internacional que a Paraíba precisa valorizar e reconhecer o mais urgente possível.
A seguir, reproduzimos um texto da internet, com parte biográfica de suas andanças pelo mundo, para assim se poder conferir o alto nível desse nome, Laércio Diniz.
“Em 2008, o maestro carioca Laércio Diniz dava início a sua carreira internacional, regendo a Bachiana Chamber Orchestra, no prestigiado Carnegie Hall em Nova York (EUA). Um ano depois, regia ninguém menos que o famoso pianista David Brubeck no Lincoln Center, também em Nova York.
Diniz estudou violino na Escola Superior de Musica de Colônia (Alemanha) sob a orientação de Ingeborg Scheerer, Saschko Gawriloff e Susanne Rabenschlag, e musica de câmara com o quarteto Amadeus. No Brasil teve como mestres de regência Roberto Tibiriçá e Isaak Karabchewsky.
Maestro e diretor artístico da Orquestra Filarmônica do Brasil (Fibra) e da orquestra de época Engenho Barroco, Diniz assumiu a regência da orquestra holandesa New Netherlands Orchestra em 2011 (formada por músicos da Orquestra Filarmônica da Radio Holandesa) com a qual grava o seu primeiro DVD pelo selo Aureus Records.
De 2011 a 2015 realiza através do projeto Maestro Capemisa, dezenas de concertos anuais com diversas Orquestras Sinfônicas brasileiras e estrangeiras. Em 2012 grava na Lituânia com a “Lithuanian National Symphony Orchestra (LNSO)” O CD “Saudades do Brasil” com obras, entre outros, de Villa Lobos e Darius Milhaud.
Desde de 2013, é o regente e diretor artístico da Orquestra Sinfônica Municipal de João Pessoa. Dirigiu também o Festival Internacional de Musica Clássica de João Pessoa.
Em 2014 gravou com a orquestra Alemã Nordwestdeutche Philharmonie e a pianista Anna Federova o concerto de Rachmaninoff nº 2 pelo selo europeu Piano Classics.
Em agosto de 2015, gravou com a orquestra Alemã Das Freie Orchestra Berlin o CD Suspended op.69, com musica do Israelense Nimrod Borenstein iniciando uma serie de gravações com esta orquestra e com o selo alemão Solaire, sendo atualmente um dos maestros brasileiros com mais gravações internacionais”.
Escrito por: Cristiane Cavalcante