A nomeação do Promotor Seráphico Nóbrega na Procuradoria Geral de Justiça do Estado em substituição ao operoso e firme Bertrand Asfora expõe a natureza política de coerência mantida pelo Executivo a assegurar a tradição de reconhecer em ato o processo natural do mais votado, o preferido pelo Coletivo do MP, mas nem de longe pode-se ignorar os tempos de restrições estruturais e orçamentárias a serem vividas pela futura gestão.
Há compromissos assumidos pelo novo Procurador Geral de Justiça na direção de modernizar a estrutura do MPPB, de manter o protagonismo no combate à corrupção e violência, por exemplo, só que a barra anda pesada nos diversos Poderes – e o MPPB não é exceção – sem dinheiro para manter tamanha disposição de expansão.
Como o Procurador Geral de Justiça vai compatibilizar promessa e realidade em confronto de interesses?
REDUÇÃO ORÇAMENTÁRIA
Ninguém de bom senso ignora ou minimiza o papel do Ministério Público, já há algum tempo no limite do limite do estrangulamento orçamentário, portanto, se isto é verdadeiro o que fazer para atender tantas expectativas.
O danado é que não há mágica nem adianta desespero algum porque nada resolve sem serenidade, portanto, a equipe da nova Gestão precisa cair na real, encarar a verdade estrutural como é para, a partir deste entendimento construir o cenário possível.
Manter o que se tem com qualidade já aí será uma atitude política coerente, por isso ter controle severo nas contas será também um exercício indispensável antes de operar as inovações prometidas.
É que, como se diz lá na Torre, o tempo anda estranho do tipo de vaca desconhecer Bezerro, ou seja, tem que ir devagar porque o andor é de barro.
Daí em diante tudo será lucro.
