As reeleições dos prefeitos Luciano Cartaxo, do PSD, e Romero Rodrigues em João Pessoa e Campina Grande, respectivamente, mais outras seis vitórias do PSDB em Guarabira, Patos, Cajazeiras, Pombal, Cabedelo, Santa Rita, etc, traduziram ao final que a Oposição ao governador Ricardo Coutinho venceu nas principais cidades do Estado, mesmo com vasta aprovação do chefe do executivo.
O saldo da disputa é, por assim dizer, um fenômeno a merecer maior estudo porque se dá exatamente quando o governador é super bem avaliado, mas não consegue transferir votos e eleger nas bases principais.
O TRUNFO DE LUCIANO
Antes de compreender possíveis causas do insucesso do governador nessas cidades, se faz indispensável admitir que o maior vitorioso do processo em curso é o prefeito Luciano Cartaxo, exatamente por ter vencido na terra onde Ricardo pontifica.
É mérito particular do prefeito que soube articular e construir uma aliança partidária e de lideranças sob causa e efeito comum, vencer o governador.
No caso de Luciano, ele soube ainda se postar na campanha e na mídia como fazedor blindando-se das acusações que nele não colaram.
ROMERO SAI FORTE
Está claro que a força maior é dos Cunha Lima – e Rodrigues – em Campina Grande, mas Romero teve também mérito de saber se manter na blindagem das acusações de Veneziano e ainda não ser importunado pelo candidato Adriano Galdino – este afetado por não ser de Campina, tanto que Bolinha ficou em terceiro.
Mais do que isso, agiu certo desde quando Dilma era presidente – e ele do PSDB – tendo a habilidade de Rômulo Gouveia para abrir espaços e, depois do Impeachment, tudo estar ao lado de seu partido.
AS LIÇÕES QUE FICAM
A impressão é de que, resultado posta à vista, se faz preciso avaliar, refletir sobre as coisas. Primeiro, que mesmo soberano em João Pessoa, não tem colado a estratégia de lançar nome da cartola e de última hora.
Segundo, o governador precisa lembrar que a Oposição a ele tem força e mobilidade tanto que construiu o resultado de agora com base em candidatos palatáveis.
Terceiro, é preciso entender que sua aprovação pessoal não significa transferência automática de votos.
Por fim, vai precisar refazer os planos, as contas e, se ainda possível, a postura na construção do futuro a desaguar em 2018.
Em síntese, o resultado é a maior advertência real na vida política de agora a exigir ajustes expressivos.
O SALDO PRÓ CIDA
Embora derrota não seja elemento positivo para se levar em conta, mas Cida Ramos sai deste processo maior do que entrou. E isto não é ocupar saco com vento.
Ela era pessoa desconhecida da cidade, no sentido macro, e obteve uma votação que jamais imaginaria obter.
Mas serve de lição também porque seu índice de rejeição maior do que a do prefeito, de maior visibilidade, mostrou sinal amarelo de que tem problema no processo de sua condução política na correlação com a grande massa.
UMAS & OUTRAS
…São muitos os atores construtores da vitória de Luciano, mas seu irmão Lucélio e o quase “irmão” Zenide Bezerra foram gigantes.
…Tem muito mais gente como Adalberto Fulgêncio, Diego Tavares, Cácio, as irmãs, etc.
…Maisa Cartaxo foi na essência o maior esteio.
…Ficou claro que a presença de Enivaldo Ribeiro na chapa de Romero consolidou a reeleição.
…Já já trataremos dos demais municípios.
…A Reitora da UFPB, Margareth Diniz, foi vista sorrindo. Muito.
ÚLTIMA
“Tenha fé no azul que tá no frevo
Que azul é a cor da alegria …”
