O mundo contemporâneo universalizou o acesso à informação de forma “revolucionária” porquanto pobres e ricos têm disponível essa ferramenta da comunicação, por isso o nível de avaliação das pessoas, ao mesmo tempo o componente de cobrança, tem se elevado para entendermos o que as pessoas esperam da Capital paraibana aos 431 anos.
Embora o tempero político relativize os valores de avanços em João Pessoa, há uma graduação crescente nos últimos tempos com a implantação de equipamentos e serviços a merecer avaliação positiva, antes das expectativas de futuro.
DE CICERO PARA CÁ
Nas avaliações particulares, existem análises pontuando o início de novo ciclo de reurbanização na Capital com a chegada do então prefeito Ricardo Coutinho, mas já com a gestão de Cícero Lucena a cidade experimentava a convivência com equipamentos estruturantes de relevo, a exemplo da Revitalização do Centro Histórico, a extinção do Lixão do Róger, o Viaduto do Cristo Redentor, instalação do CAM – Centro Administrativo Municipal, etc.
O problema em Cícero se deu no segundo mandato envolvendo – o em sérias questões éticas, como se deu com o famoso Caso da Confraria, mas negar seu saldo operacional é tentar esconder o que não se pode.
Mesmo assim, ultimamente várias ações foram arquivadas por falta de procedência nas acusações feitas.
RICARDO E A SIMBOLOGIA
Em 6 anos de Governo, o então prefeito Ricardo Coutinho implantou um conjunto de métodos de Gestão Pública de forma diferenciada porque centrou foco nas Finanças promovendo controle rigoroso, mudou o conceito de trato dos serviços públicos e ousou implantar Equipamentos em escala continuada a partir do interesse das comunidades, através do Orçamento Democrático.
Desde quando tendo Gervásio Maia (pai) como Secretário de Finanças, RC soube transformar nova cultura de controle financeiro em modo fundamental para adotar novidades na cidade somente após construídas as condições de investimentos próprios da PMJP.
Esta Cultura lhe fez governante diferenciado por ter, como consequência, construído diversos e imponentes equipamentos na Capital, a exemplo da Estação Ciência, reforma na Calçada da Orla Marítima, Conjuntos Habitacionais, novas escolas, diversas Praças, alças, etc fazendo – o reconhecido com gestor de resultados.
A FASE LUCIANO CARTAXO
O exame qualquer da atual gestão forçosamente passa por um crivo que, se não estivéssemos em tempo eleitoral, certamente seria mais fácil compreender e assimilar a análise de agora.
Do ponto-de-vista de resultados, a gestão de Luciano Cartaxo está dentro do grau de aprovação convencional – condição que nos escudamos com as diversas pesquisas de opinião pública ao longo dos tempos.
Luciano manteve os serviços básicos, introduziu diversas Creis, UPAs, climatização das escolas, etc. O símbolo de sua gestão no campo da obra é a reforma mais expressiva no Parque Sólon de Lucena. Na prática, a Lagoa significa simbologia, mesmo que não tenha construído grandes obras estruturantes.
O DEBATE A PARTIR DE AGORA
Os críticos ao Governo Luciano Cartaxo, em particular a candidata do PSB, Cida Ramos, e o Professor Charliton, do PT, concentram suas acusações à gestão por considerá-la aquém da potencialidade que poderia ter alcançado e a questões éticas, como problemas na aplicação dos recursos na Lagoa e em outros equipamentos.
É esse debate de Gestão, sobre como fazer mais e melhor, que conduzirá o debate de agora em diante, além do fator ético. O PT vai enfatizar a omissão pelo prefeito de que sem o Governo Dilma ele nada teria feito.
Trocando em miúdos estes são os valores da conjuntura contemporânea a motivar muitos enfrentamentos entre os principais candidatos à sucessão de João Pessoa.
O QUE SE QUER
A avaliação do eleitorado certamente passará pelo fator de Gestão, mas no foco das prioridades a sociedade vai se a ter sobre quem demonstre com práticas formas de resolver:
– Mobilidade Urbana, destino bem resolvido sócio – econômico e habitacional ao Centro Histórico, qualidade nos Serviços de Saúde, Educação, Resíduos Sólidos, políticas para Economia Criativa, Incentivos auto – sustentáveis na Cultura, inovação e zelo com o Desenvolvimento Humano, além de políticas voltadas à dependentes químicos, etc.
Não inserimos a questão da Segurança porque, apesar de prioridade, exige articulação com o sistema comandado pelo Governo do Estado.
SÍNTESE
A disputa terá pouco tempo para debates aprofundados, mas o futuro passa por esses valores e questões mencionadas
. Há uma presunção de que os candidatos têm nível para abordar e propor sobre esses temas, embora a questão política geral, conjuntural, partidária será um tempero fundamental para o futuro da disputa.
