Ninguém de sã consciência ignora a extraordinária contribuição que a Universidade Federal da Paraíba tem dado ao conjunto da sociedade paraibana, entretanto, nem por isso devemos deixar de refletir o papel da UFPB no contexto interno e externo na construção do futuro e da cidadania do Estado.
Há que se realçar a grande contribuição dada pelo Reitorado do inesquecível Professor Inovador de nome Lynaldo Cavalcanti, cujo legado até hoje a Paraíba não sabe preservar à altura do que significou a vinda de Professores Visitantes do Exterior e de outros Estados incrementando a condição multi-campi – Paraíba à fora elevando em muito o nível de titulação Docente como não havia até então na UFPB.
MAIS MESTRES E DOUTORES
A partir de Lynaldo em diante, a UFPB passou a conviver com o hábito saudável de estimular a qualificação dos professores com a existência da maioria docente na atualidade com Pós-Graduação passando a ser referência constante. É tão qualificada a instância docente, que a moda por lá é ser Pós – Doutor(a).
HÁ PROBLEMAS
Reconhecer o nível do Professorado da UFPB não implica, contudo, negar a existência de uma nova safra de docentes construindo novos paradigmas ideológicos, que não e somente só pelo filtro Marxista predominante dos anos 70 em diante, como a querer abrigar novos conceitos e rumos.
Aliás, não só a UFPB, como de sorte a Universidade pública brasileira, em meio à derrocada do Comunismo com a queda da URSS e governos Socialistas em diversas partes do Mundo envolvidos em corrupção fez uma boa parte da massa crítica universitária entrar no Divã sem saber mais ao certo como defender a condição exemplar de uma vertente ideológica atolada em decadência.
Mesmo assim, é provável anotar que ainda perduram, sobretudo nas áreas de Humanas, Letras e Artes um preconceito ainda para conviver com o Mercado de uma forma geral, algo impossível de se deixar de reconhecer, como a sobreviver o conflito eterno entre Capital e Trabalho.
Áreas da UFPB, como da Engenharia, Tecnologia, etc. se despojaram mais cedo e acentuadamente desse dogma ideológico e já convivem com o Mercado sem grilos nem traumas a mais tempo.
OUTROS PROBLEMAS
A universidade de uma forma geral convive com problemas de outra ordem. Até hoje ninguém ousou questionar, mas é preciso entender a quantas anda a real formação qualificada do alunado diante da constatação de queda de rendimento na frequência e conclusão de curso de muitos alunos.
Quem entende do assunto garante que o nível de conflitos entre os próprios professores e também na relação com alunos cresceu muito nos últimos anos agravando e gerando queda de rendimento de setores do alunado.
Há em voga em diversos cursos uma espécie de autofagia professoral, onde docentes de alta titulação se comportam em afrontamento pessoal grave, ou seja, quase partindo para a agressão física – algo absurdo e inaceitável, mas infelizmente real também na UFPB.
Em síntese, a qualificação profissional em nada tem adiantado na constatação de absurdos na relação entre professores, alunos, sem contar – volto a dizer – a queda de rendimento estudantil em diversas áreas a produzir num futuro próximo uma revisão de estrutura e realidade até com fechamento de cursos.
Trocando em miúdos, a universidade pública brasileira, incluindo a UFPB, esta no Divã.
Voltaremos ao assunto nos próximos dias.