Temos conversado com pessoas de diversas áreas, da política, acadêmica, arte e cultura, empresarial, serviço social, religião, profissões liberais, empreendedores informais, e outros. As nossas tem sido conversas buscando respostas, especialmente aprender códigos de relacionamento e bem viver social. Acreditamos que todo gestor administrativo deva conhecer um pouco dessas vivências, antes até de impor seu pensamento filosófico, quando há alguma filosofia, ou inserir suas marcas na cidade, estado, país. Confesso o quanto ainda devo de mim, e quanto temos aprendido em tais experiências de dialogar com diversos setores, através do trabalho do jornalismo e marketing, enfim…
Diante de um cenário caótico que estressa os nervos do cidadão a todo instante com bombardeio de notícias de corrupção, desvios, crimes, etc. Em que as instituições como governos, igrejas, empresas privadas, tribunais e outros, comprometem a vida social; não é de estranhar uma como que negação quase geral de crenças e esperanças para um mundo melhor. Um mundo onde o moral possa viger as regras que orientam o comportamento humano com entrega de valor. Um mundo onde o indivíduo ou um grupo possam avançar, progredir, evoluir.
A visão de que vivemos num mundo imprestável causa depressão. O discurso inflamado de políticos irrelevantes causa nojo, decepção, ao mesmo tempo distancia das realidades do homem contemporâneo. O conflito racial, as crenças, as guerras civis e militares, a corrida dos supervalores e das superpotências econômicas e toda uma cadeia de valores que contradizem o tempo inteiro, distraindo o cidadão no sentido de ganhar vantagem sobre este, de violar sua inocência, intercedem moralmente no sentido de propor evoluir.
Estamos a poucos meses de uma campanha e eleição para prefeitos e vereadores e os quadros que temos, com rara exceção ofertam candidatos Ficha Limpa, ou que se possam dizer personagens comprometidos com valores de ética. Há um forte sentimento de que teremos uma eleição de lutas, de disputa diferenciada. Sem a confirmação de que aprendemos a fazer escolhas, ou mesmo, de que teremos a oferta de nomes possíveis de nos representar com honestidade, fugindo assim ao campo da hipocrisia onde muitos negam partidos que os apoiaram, pessoas, instituições, raízes comunitárias e muito mais. Por muito pouco lançam o nome de Deus em vão, e até de suas famílias sem dado respeito, e corrompem em cadeia, suprimindo possibilidades de se tornar maior e gozar de liberdade.
E qual o perfil de candidato que pretendo para mim, para escolher e votar? Que benefícios atrativos ele terá para conquistar minha atenção, minha credibilidade, meu compromisso? Ou virão centenas com promessas e R$ 5,00 reais na mão para comprar minha consciência?
Lendo artigo intitulado Barreira Política, no jornal A União, do dia 03 de julho, assinado pelo jornalista Walter Galvão, no qual cita o compromisso da população com o prefeito, quando resolve elege-lo e entrega-lhe a responsabilidade de resolver os problemas da cidade, como buscar solução técnica para a barreira do Cabo Branco, a restauração da Lagoa do Parque Solon de Lucena, o restauro do centro Histórico, e muito outros de imediata urgência; entendemos a nossa força para proteger a cidade que vivemos, que queremos para nós.
Na letra da música Comida, sucesso da famosa banda Titãs, dizem os versos que “a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte… A gente não quer só dinheiro, a gente quer dinheiro e felicidade. A gente quer inteiro e não pela metade”.
Diria, ainda, que precisamos de educação, investimento com indicadores que garantem sucesso futuro. Precisamos de saúde, segurança, transparência. Um novo modelo, uma nova proposta urgente de valores e ações sociais que não apenas balelas. Precisamos repensar a cidade, os nomes, as propostas. Precisamos respeitar nossos direitos humanos. Precisamos de propostas legítimas antes de colocar o voto na urna. Precisamos de Fichas Limpas com Códigos de Ética.
Gil Sabino é jornalista e gestor de marketing. g.sabino@uol.com.br
Escrito por: Gil Sabino