A quinta-feira acordou com muitos fatos expressivos a mostrar o difícil quadro econômico do país. Com aumento do desemprego, a queda do PIB no terceiro trimestre do ano e o Congresso Nacional aprovando robusto reajuste do universo Judiciário (incluindo MPF) a desdizer o discurso de crise nos cofres do Governo, já que a aprovação teve o aval do presidente interino Michel Temer.
Em Brasília, diante do pronunciamento a ser feito por Temer na posse de novos auxiliares pontuando rombo nas contas, os rumores mais preocupantes desde ontem à noite passam por novas prisões de impacto nesta data – algo que não aconteceu ainda como previsto.
REALIDADE E FUTURO
Nos bastidores do Senado ainda perduram com mais força a projeção de que a votação até agosto do afastamento de Dilma se mantenha como está, em face do Acordão envolvendo o Judiciario (STF em especial) nesta direção.
O aumento salarial do Judiciário sinaliza nesta direção, embora nos últimos dias os fatos novos denunciando a cúpula do PMDB e PSDB tenham repercutido na direção da mudança de votos de alguns senadores.
Esta hipótese, antes inexistente, passou a ser real.
Tudo, entretanto, dependerá das reações da sociedade, das ruas, sem o qual perde força a possibilidade de retorno.
A REPERCUSSÃO DO REAJUSTE DO JUDICIÁRIO
Em Brasília, ninguém discute a justeza da causa salarial do Poder, mas a forma, as condições e a conjuntura das contas do Governo repercutiram negativamente nos demais setores e Poderes da República e dos servidores.
Além do mais, o envolvimento de Ministros nas citações da Lava Jato e companhia mais os encontros e acordos secretos transformaram o reajuste numa parte da grande operação para afastar Dilma de vez.
Só que, pelo que se prenuncia em Brasília, o Governo Temer vai enfrentar muitos movimentos grevistas dos setores não contemplados com o reajuste do Judiciário.
DISCURSO E QUEDA DO PIB
Basta passar pelas grandes e médias cidades para comprovar a queda do PIB – divisão da riqueza nacional – com fechamento de empresas e postos de trabalho.
É muito preocupante.
Temer ocupa tempo no rádio e TV para responsabilizar Dilma. A pergunta é saber se a sociedade brasileira vai aceitar diante das descobertas da Grande Trama envolvendo o Congresso Nacional que inviabilizou a gestão da presidenta.
Vivemos tempos de enfrentamento e crise sem previsão de parar.