O processo de abertura de Impeachment do mandato da presidenta Dilma Rousseff levou o Brasil, em particular a Paraiba, a conhecer o nivel de seus representantes na Câmara Federal. Mais do que isso, produziu um tabuleiro político extremamente claro sobre o que significam político e ideologicamente suas principais lideranças no Estado.
Para não tergiversar, sejamos francos: ficou e está claro que os senadores José Maranhão e Cássio Cunha Lima avalizam o Golpe liderado em nivel nacional pelo vice-presidente Michel Temer, na proporção inversa de que, solitariamente, se apresenta o governador Ricardo Coutinho.
Ricardo se credencia na defesa do respeito às regras democráticas e aos avanços sociais e econômicos construidos da fase Lula para cá. São estes avanços, aliás, que motivam a ira da classe média em diante porque tem visto pobres se empoderarem, os ricos ficarem mais ricos dai conviver com o sentimento de sanduiche social frustrado.
ALÉM DAS TESES, A REALIDADE
No caso de Cássio, ele empunha desde outubro de 2014 a bandeira da não aceitação da derrota do PSDB e de Aécio Neves para a presidenta Dilma. Desde então se conduz como algoz incansável contra uma dirigente que, até reconhecidamente pelo mentor tucano FHC, não há uma única acusação de desvios.
Para justificar a sanha incessante na direção de Dilma, ele repete o mesmo diapasão de responsabilizá-la pela crise econômica sem admitir que ele e a Oposição são responsáveis pela não implementação de medidas avalizadas pelo Congresso Nacional porque sem esse aval não tem tido condições de governar.
Mas, na essência, Cássio assumiu mesmo foi a conduta anti-PT, radicalmente contra o Legado de Lula, que o tratava como “Cassinho”, e assim se consolida no espectro ideológico à Direita.
A HISTORIA E JOSÉ MARANHÃO
Nesta terça-feira de chuva forte em João Pessoa, o senador José Maranhão confirmou que ele e o senador Raimundo Lira, bem como o PMDB no todo, votará pelo Impeachment.
Um dia, quando tudo passar, Maranhão vai constatar o erro que está cometendo em querer depor uma Presidenta sem um único desvio. Até argumento as tais “Pedaladas”, mas vejam bem, mesmo nesta questão o TCU só vai julgá-las em Julho, portanto, não há crime nenhum consolidado.
No caso do senador, o que vai pesar na Historia mais na frente é seu retrocesso politico em avalizar o Golpe sendo ele um ex-cassado pela Ditadura e pelo Estado do exceção.
A SINTESE EM TORNO DE RICARDO
Mesmo critico do PT, Ricardo Coutinho tem se consolidado ao longo dos tempos como o único Lider – entre os maiorais – a manter coerencia política e ideológica no campo progressista atraindo para si a empatia dos movimentos sociais que exigem apenas respeito ao jogo democrático de Direito.
Ao assumir tamanha bandeira, Ricardo faz a diferença de ser um Lider destemido e coerente com as lutas do Povo brasileiro que não aceitam mais retrocesso política de maneira alguma.
Este perfil se fará valer nas eleições de 2016 e 2018 porque ele selou seu Campo de luta bem distante dos setores conservadores da sociedade, que merecem respeito, mesmo querendo impedir avanços sociais inegociáveis.
ULTIMA
“O olho que existe/ é o que vê…”