UFPB: o novo estágio da Greve, novidades e causa do problema

O movimento de apoio aos estudantes em greve de fome na UFPB resolveu radicalizar descartando qualquer negociação que não seja com a Reitora Margareth Diniz, portanto vão conviver nesta quarta-feira com nova rodada de negociação do Ministério Público, Defensoria Pública, UFPB sem eles levando à projeção de mais dias da invasão do prédio da Reitoria.

Só que, em torno desta realidade, começam a surgir fatos novos certamente a afetar os próximos dias. O primeiro deles é a novidade em curso produzida pelas regras da eleição para Reitor obrigando a candidata a deixar o cargo 30 dias antes do pleito, logo quem passa a assumir a Reitoria de fato já agora é o professor Eduardo Ranbehost. Margareth Diniz passa a ser candidata licenciada para fazer campanha.

Dois: ela deixa a titularidade determinando que se radicalize no diálogo sem ação policial porque entende a desocupação como necessidade da vida normal da UFPB, mas só à base do diálogo. Aliás, independentemente, este sempre foi o posicionamento do Reitor em Exercício.

No paralelo, corre uma ação administrativa impetrada pelos Órgãos Judiciais da União que ainda vai dar muita dor de cabeça aos responsáveis pelo quebra-quebra: vão responder pelos excessos, sem contar as novas regras aprovadas pelo Congresso Nacional.

PARA NEGOCIAR

Antes que seja tarde, já que há outro contexto de composição, a hora é de radicalizar na Pauta para resolver todos os pleitos possíveis com aval do MP e da Defensoria.

Aliás, Margareth se licenciará obrigatoriamente pelas regras deixando encaminhadas as soluções para a urgência da Assistência Estudantil, cuja relação foi deferida e concluída, assim como outras pautas.

A RAIZ É NACIONAL

O inaceitável drama vivido por muitos estudantes carentes não é fruto exclusivo da Paraiba porquanto resulta da nova conjuntural nacional ao abrir muitas vagas sem acompanhar a mesma estrutura de suporte oficial às Instituições Federais.

Resultado, o Enem, SISU e todos os indispensáveis incrementos conquistados pela classe baixa a partir do governo Lula não trouxeram na mesma dimensão o aporte, repito, de meios a assistir melhor os mais carentes.

O caso de agora da UFPB reproduz exatamente este cenário comum e frequente na maioria das IEFs de Norte a Sul.

COMO DESFECHO

É fundamental que a a reitoria mantenha o diálogo e não use a força policial para resolver o problema.

Se demorar até 12 de abril, dia da votação da eleição para Reitor, certamente se saberá se a greve era exclusiva para defender interesses legítimos dos estudantes ou compunha a inspiração de elemento usado na mesma campanha eleitoral contra a Situação.

O que importa, contudo, é respeitar a luta estudantil, mesmo com ela servindo para agressões inaceitáveis por parte de poucos.

Assim caminha a Humanidade. 

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