Tempo de conflitos e de necessidade do diálogo

Dois movimentos grevistas têm ocupado as manchetes da Midia nas ultimas horas e dias: uma, ainda dando conta da greve de fome de quatro estudantes universitários das UFPB reivindicando melhorias e a outra manifestação reúne representantes de diversas categorias do Estado ocupando plenario da Assembléia Legislativa reclamando o congelamento de salários.

São duas invasões e duas situações bem distintas, mas ambas a merecer atenção especial.

O CASO DOS ESTUDANTES I

O caso da UFPB se agravou diante da decisão de estudantes da invadirem o Gabinete da Reitora Margareth Diniz, bem como o registro de agressões fisicas e verbais.

Este é um caso atipico porque, diferentemente de outras situações, não tem o endosso do DCE – Diretório Central dos Estudantes e é puxado por um movimento denominado de “Levante”. Ultimamente ganhou adesão também de professores.

A greve de fome se deu sob argumento de atraso na liberação do Auxilio Estudantil. Nem houve negociação prévia, pois entraram em greve e somente depois entregaram carta com 23 reivindicações.

O CASO DOS ESTUDANTES II

Segundo a UFPB, todas as principais reivindicações tiveram encaminhamento e solução imediata. As demais estão em processo. Mesmo assim, os grevistas exigiram novo encontro com a Reitora Margareth Diniz, que foi segunda-feira, 29, à reunião com grevistas tendo o Ministério Público e Defensoria programado nova rodada para chegar à solução acordada por ela.

Só que, ao sair da reunião com seus pró-reitores parte dos estudantes passou a xingar e na saida do local da reitora geraram tumulto, empurra-empurra tendo registro em Boletim de Ocorrência na PF de agressão e exame de corpo delito. A cena levou a filha deficiente da Reitora a conviver com crise de Pânico e a Reitora anda medicada por pressão alta.

No final da noite de segunda-feira, 29, estudantes invadiram o gabinete e remexeram em diversos documentos da Reitora.

O CASO DOS ESTUDANTES III

Diante da ocupação do gabinete e da Reitoria, os pro-reitores se reuniram na aprte da manhã para posicionamento sobre o caso, enquanto a reitora adiou viagem que teria a Brasília nesta terça-feira.

A ultima informação é de que o Procurador da UFPB, Carlos Mangueira Filho,estaria pedindo a reintegração de posse e isto implica na ação da Policia Federal por se tratar de patrimônio federal.

Em qualquer situação, o cenário é de alta expectativa e de esperança de solução negociada.

No paralelo, já há nas redes sociais exploração de que todo o movimento tem tempero da sucessão para reitor, ou seja, tem gerado interesse visando desgastar a atual gestão.

CONGELAMENTO E AUDIENCIA

No caso da invasão dos servidores estaduais à Assembléia Legislativa, o foco tem endereço certo na questão salarial dos funcionários porque eles não aceitam Medida Provisória do Governo estabelecendo congelamento salarial.

Não tem o que fazer: o Governo de fato precisa enviar uma representação com força para dialogar e debater a situação do funcionalismo.

Trocando em miúdos, a cena exige disposição das partes de examinarem a realidade financeira do Estado e construir no dialogo caminhos e/ou alternativas.

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