O anúncio pelo bloco Picolé de Manga de que não vai desfilar no projeto Folia de Rua foi o mais forte recado dado pela Prefeitura de João Pessoa de que na versão 2016 não vai poder mais atender às demandas reduzindo fortemente os recursos traduzidos no apoio oficial.
Para os meninos da Torre, isto significa dizer que a crise se alastrou para as políticas de incentivo cultural e se estende até o carnaval Tradição – este o primo pobre das festividades carnavalescas de João Pessoa.
REDUÇÃO EM 50%
O presidente da FUNJOPE, Mauricio Burity, revelou em entrevista nesta terça-feira que o corte chega acima dos 50%, ou seja, se o que havia de apoio expressivo já tinha restrições, agora o tamanho ficou menor.
O argumento básico está na crise econômico – financeira, real ninguém duvida, pegando de cheio as atividades culturais em torno do Folia de Rua e carnaval Tradição.
EFEITOS IMEDIATOS
2016 mostrará uma versão raquitica, diminuta, sem a expressão de antes afetando todos os blocos em especial os maiores como o Muricocas do Miramar,cujos organizadores já reclamam de dificuldades ampliadas.
Todos devem ser afetados, inclusive a abertura que, por conta da ausência do Picolé de Manga – bloco fundado pelo prefeito Luciano Cartaxo e seu irmão Lucélio, pode gerar as condições de se ter o começo do projeto na sexta-feira, e não na quinta.
REUNIÃO URGENTE
Se ainda houver disposição, urge os blocos se reunirem para tomada de posição sabendo de antemão que pouco será criado diante da dependẽncia que o Folia gerou dos recursos públicos.
Aliás, este é o maior dos problemas que a atual gestão do Folia não conseguiu se livrar, a tal dependência dos órgãos públicos, porque não sou construir saidas via Leis de Incentivo e mercado privado.
Em sintese, colhe-se o que se planta e como tal vai ter que se virar com o que se tem.
Isto, em ultima abordagem, se traduz em retrocesso organizacional.
ÚLTIMA
“A Folia não pertence a ninguém/ tá cada um na sua…”