A Paraíba passa por excelente momento de efervescência artístico cultural. Por todos os lados temos notícia de lançamento de livros (em apenas uma semana fui a oito), programações de teatro, dança, shows musicais, produções cinematográficas, exposições de fotografia, artes plásticas, artesanato, festivais, feiras, eventos diversos. Há programação de tudo e pra todo gosto.
Tanto o Governo do Estado, e especialmente a Funesc, ofertam bons atrativos; como também a Prefeitura através da Funjope, mesmo em tempo de crise econômica tem anunciado incentivos de apoio cultural as artes.
Esta semana o gestor Maurício Burity, da Funjope, anunciou três centros culturais a serem instalados nos bairros Mangabeira, Gervásio Maia e Vale das Palmeiras. Sem duvida, da maior importância que estes bairros sejam equipados com possibilidades de acesso. E assim, como acontece no Alto do Mateus, com a Ação Social Pela Música do Brasil, no Centro de Formação Diácono João Batista, que forma jovens através da orquestra de música clássica com incentivos da Petrobras.
Importante também observar, fazer pesquisa e chamar a comunidade artística para um diálogo frente a frente, dando oportunidade para melhor direcionar ações e atender aos anseios dos artistas mais expressivos que compõem nossa carteira de talentos. É inadmissível se construir equipamentos, restaurar outros, e não haver para ali uma como que política de manutenção, programações de apoio dos espaços, inclusive como atrativo turístico cultural.
Andando pela cidade e conversando com artistas e empreendedores da área cultural, soubemos da intenção de um grupo que articula no sentido de restaurar o Pavilhão do Chá, e ali instalar um Café Cultural, que teria nome em homenagem ao poeta Augusto dos Anjos. De inútil e abandonado, e palco de prostituição e droga como hoje se encontra; o local passaria a ter vida nova, ofertando um espaço com alegria para troca de experiências, aproximando públicos diversos interessados nas artes, cultura, turismo, comércio, negócios. Seria uma ótima proposta, com shows, exposições, lançamentos de livros, saraus poéticos, dança, etc.
Também a Lagoa, em fase de restauro, bem poderia abrigar em seu projeto ilhas de convivência artística cultural, reviver a memória de nossos artistas como Sivuca, Jackson do Pandeiro, Livardo Alves, e homenagear também outros, ainda vivos.
Ainda avaliando o assunto, chega a ser incompreensível o fato de nossos artistas não disporem o merecido espaço nas programações de rádio e TV, vivendo a minguar aqui e ali o apoio de que tanto precisam para sobreviver e encantar. É bom assistir artistas internacionais e orquestras que vem de fora, mas seria também interessante que pudéssemos exportar nossos artistas e seus trabalhos. Bate papos culturais entre um e outro café servem para nos indicar quais os melhores caminhos. Voltaremos ao assunto.
Alô, alô! Parahybólica Cultural, Cambindas de Lucena, Pedro Osmar, Paulo Ró e Tina, Totonho, Escurinho, Mayara Almeida, Ricardo Pinheiro da Livraria do Luiz, Carlos Aranha, Alberto Arcela, Walter Galvão e seus 40 anos de jornalismo…
Gil Sabino é jornalista, gestor de marketing e Diretor de Cultura da API.
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Escrito por: Gil Sabino