As relações humanas são marcadas por atos espontâneos e outros por convenções sociais. Dar ou receber presentes é uma dessas manifestações da vontade humana que acontecem durante toda a nossa vida. De qualquer forma revela-se um ato voluntário de solidariedade, afeto, consideração, gratidão.
Costumamos presentear quando desejamos declarar amor por alguém, ou quando queremos demonstrar agradecimento por algo recebido, e, ainda, quando queremos comemorar datas importantes. O presente é dádiva, doação, oferta, que permite compartilhamento de emoções.
A Noite de Natal é um desses momentos em que o ato de presentear tornou-se uma quase obrigação. Nas reuniões familiares é comum que se faça troca de presentes. As crianças ficam na ansiedade da recepção do presente de Papai Noel. Respira-se um clima de congraçamento e harmonia, na intenção de festejar o nascimento do Menino Jesus. O sentido religioso do acontecimento dá uma simbologia de mutualidade de carinho e respeito entre as pessoas.
Ainda que carregue um potencial interesse capitalista, essa tradição está associada ao sentimento nobre de contentamento com a reciprocidade no comportamento de nos brindarmos com um mimo, um regalo, um agrado. Não importa o valor material do presente, o que vale é o sentimento que nele está manifestado. Não se presenteia quem não gosta. Portanto, dar ou receber presentes, é, antes de tudo, a mais pura afirmação de bem querer.
Então que a Noite de Natal seja também a oportunidade de agradecermos a Deus o maior presente que ele ofereceu à humanidade: A vinda do Seu Filho, feito homem, à terra, para nos salvar.
• Integra a série de crônicas “SENTIMENTOS, EMOÇÕES E ATITUDES”.