A fama

 

A fama vem sempre em razão da repercussão pública de algo que fazemos. Pode ter um caráter positivo, quanto negativo. Nem sempre se obtém a fama como resultado de um sucesso alcançado, ela pode surgir também por acontecimentos considerados depreciativos à imagem da pessoa. Então existem famas boas e famas ruins.

Tratemos da capacidade que se deve ter ao lidar com a boa fama, aquela conquistada no reconhecimento público de algo admirável realizado. É da natureza do ser humano buscar a admiração e o respeito por qualidades que possam projetá-lo socialmente. Distinguir-se na coletividade, obter visibilidade no que faz, seja no destaque do trabalho profissional, seja no elogio público de um talento, é aspiração comum a todo mundo.

O importante é saber administrar o estrelato, a glória, a fama. Não se deslumbrar com o sucesso. Estar preparado para não permitir que a fama lhe suba à cabeça. Ficar sempre com os pés no chão. Até porque ela pode ser efêmera. Muita gente se entusiasma com o sucesso repentino, a conhecida “fama dos quinze minutos” e acha que será pela vida inteira. De repente se vê novamente no anonimato e vive um sentimento de frustração muito desgastante no emocional e na autoestima.

A fama oferece vantagens e inconveniências. Pode servir para consolidar uma imagem pública de consagração por seus méritos, mas pode igualmente iludir na perspectiva de que se situa num patamar de superioridade diante os outros, oferecendo um risco muito grande de decepção no futuro. Recomenda-se assim o exercício da humildade na experiência da fama. Esse fenômeno, de igual modo, tira das celebridades o respeito à sua privacidade. Há um interesse público por todas as atividades do cotidiano exercidas pelas pessoas que se projetam na fama.

Esta reflexão nos leva a compreender que a fama deva ser encarada como aprovação pública, ou desaprovação, dos feitos de uma pessoa, e, por isso mesmo, é recomendável saber avaliar bem as suas conseqüências, tanto em favor, quanto contrárias, à afirmação da sua personalidade.

• Integra a série de crônicas “SENTIMENTOS, EMOÇÕES E ATITUDES”.

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