Vivemos desejando boa sorte, para nós mesmos e para os que estão em nosso convívio. Para tudo lançamos essa manifestação, na vontadede que as coisas aconteçam, de forma a que sejamos beneficiados, e que possamos ser felizes. Quando vemos alguém partindo para uma nova jornada na vida, seja ela qual for, desejamos-lhe boa sorte.
É como se a sorte pudesse alterar nosso destino. Os eventos que imaginamos fugir ao nosso controle e que influenciam a nossa vida, costumamos classificá-los como sorte ou azar, conforme sejam favoráveis ou prejudiciais ao que almejamos. Esquecemos que os resultados de tudo o que fazemos dependem de nós mesmos, ainda que não percebamos.
A sorte pode aparecer nos jogos, porque aí prevalecem probabilidades aleatórias, funciona a casualidade, o fortuito. Nesse caso as ocorrências não têm justificativa racional.
A cultura popular aposta em amuletos ou simpatias para buscar a sorte. É uma forma de acreditar na intervenção da força sobrenatural, em favor do que se intenciona alcançar. As pessoas ficam criando expectativas, embora sem colaborar para que elas sejam realizáveis, na convicção de que a sorte lhes favorecerá.
Na linguagem popular é comum se dizer que os indivíduos em que tudo dá certo, no que fazem, são bafejados pela sorte. E apontar como “pé frio” os que acumulam insucessos ou perdas na vida. Eu prefiro dizer que as pessoas que se dão bem, são ajudadas pelo planejamento de seus projetos ou suas atitudes; não pela sorte. O que acontece à nossa revelia, porque não conseguimos prevê, é a mão de Deus direcionando nosso caminhar na vida. Não podemos chamar isso de sorte ou azar.
A leitura que faço quando alguém me deseja “boa sorte”, seja em qualquer situação, é de encorajamento, do incentivo, da força, do “vá em frente” com entusiasmo e otimismo. Uma injeção de ânimo que ajuda a acreditar que tudo vai sair da maneira como pretendemos.
• Integra a série de crônicas “SENTIMENTOS, EMOÇÕES E ATITUDES”.