“Românticos”

O romantismo, no sentido da expressão das emoções e sentimentos, é um estado de espírito. Dizem que as mulheres são mais afeitas a esses sonhos e fantasias, idealizados a partir de uma paixão. Não é verdade! Existem os românticos, aqueles que não se envergonham de manifestar toda sua sensibilidade quando vivem uma história de amor. São pessoas que se deixam levar pelas emoções, mas querem tornar reais seus desejos.

Vander Lee, um compositor mineiro, em parceria com Nado Siqueira, compôs uma canção com esse tema. Esteve na trilha sonora da novela “Uma rosa com amor” da SBT, em 2010.

“Românticos são poucos/Românticos são loucos desvairados/Que querem ser o outro/Que pensam que o outro é o paraíso”. Os românticos, aí sem diferenciar o gênero, sejam homens ou mulheres, não são tantos quantos existiam no passado mais distante. Talvez porque vivamos um mundo frio, insensível, onde as pessoas sequer têm tempo de se dedicarem às delícias da imaginação com sentimento. Costumamos dizer que os românticos são pessoas que vivem no “mundo da lua”, fora da realidade, loucos. Não têm equilíbrio no pensar, estão sempre como alucinados. Espelham-se na pessoa que ama e querem fazer dela o seu complemento na vida, acreditando que nesse envolvimento vão encontrar o paraíso.

“Românticos são lindos/ Românticos são limpos e pirados/Que choram com baladas/Que amam sem vergonha e sem juízo”. Os apaixonados fazem do romantismo uma sensação de beleza mágica, difícil de qualificar. Eles são puros, ingênuos, inocentes, por isso mesmo são limpos. Vivem o lirismo no cotidiano, tornam-se poetas. Daí serem observados como indivíduos que agem mais pela emoção do que pela razão. Têm as emoções à flor da pele, choram ao ouvir uma canção que lhes traga recordações agradáveis. Não se inibem em demonstrar que estão amando. Querem gritar para o mundo seus sentimentos, ainda que sejam qualificados como insanos. Não têm vergonha de se dizerem felizes quando apaixonados.

“São tipos populares/Que vivem pelos bares/E mesmo certos vão pedir perdão/E passam a noite em claro/Conhecem o gosto raro/De amar sem medo de outra desilusão”. São tidos, muitas vezes, como ébrios, pessoas que transitam pelos bares se entregando à boemia. Embora convictos, de que estão certos, não deixam de pedir perdão, desde que com isso mantenham a sua relação amorosa. Quando decidem se entregar numa relação sentimental o fazem sem medo de que dali nasça no futuro uma nova desilusão.

“Romântico/ É uma espécie em extinção!”. Vander Lee está convencido de que o romântico é uma espécie em extinção. A humanidade vem perdendo a noção do que seja construir devaneios, deixar o coração falar o que sente e o que deseja. Amar na verdadeira expressão da palavra. O romantismo desaparece na medida em que o amor também some da convivência entre os humanos.

• Integra a série de crônicas “PENSANDO ATRAVÉS DA MÚSICA”

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