{arquivo}O ato público de campanha desenvolvido ontem (quinta-feira) pelo PT e PSB, ou, na ordem de comando da Majoritária – do PSB/PT, no Clube Cabo Branco, serviu para dar demonstração de mobilidade e força do conjunto liderado pelo governador Ricardo Coutinho e prefeito Luciano Cartaxo.
É indiscutível a simbologia do número de pessoas presentes ao ato, mesmo que relevando as condições como que essas “mobilizações” acontecem, porque envolvem muito mais, a rigor, quem está no jogo com outras vinculações do que voluntários das várias camadas sociais.
Mas, seja qual for a leitura, o ato serviu muito mais para fora do contexto da aliança, mais exatamente com foco no PT Nacional e no Judiciário, do que qualquer outra coisa uma vez que, mesmo com a forte mobilização, todo o conjunto está na dependência das duas instâncias aqui mencionadas.
Por incrível que pareça o ato foi levado mais a sério (envolvimento) pelo comando petista local do que pelos socialistas. A expressão e vontade de exibição eram mais dos petistas do que os novos re-parceiros.
Em síntese, Luciano Cartaxo puxou para si com aval do Charlinho Machado, presidente do PT estadual, toda a “onda” de mobilização e força e por elas será responsabilizado como novo Lider maior do PT.
OUTROS MOVIMENTOS NO PARALELO
Há um nervosismo e torcida visíveis nas várias partes envolvidas, mas a decisão do Tribunal Regional Eleitoral será eivada de observância da Lei Eleitoral e dos procedimentos dos partidos.
No caso do PT, a Corte vai examinar duas situações: a aliança protocolada pelo PT estadual com o PSB alegando convenção interna deliberante ou, o outro registro promovido pelo PMDB acostado de petição do PT Nacional recomendando a aliança com pemedebistas, inclusive na Proporcional.
Esta é a essência do que o TRE produzirá nos próximos dias de cuja decisão vai depender muitos futuros políticos no Estado.
AS HIPÓTESES POSSÍVEIS
Embora o que vá prevalecer mesmo seja a Lei Eleitoral, mesmo assim admitamos o que pensam pessoas ligadas às partes.
Cenário 1 – O TRE/PB decide registra a Aliança PT/PSB. Hipoteticamente, e só neste raciocínio desprovido de sentença, seria criar a crise entre o PT Nacional e o PMDB em proporção desconhecida porque, todo o processo de candidatura dos pemedebistas na Paraiba têm aval e incentivo da Executiva petista nacional. Esse resultado daria mais musculatura ao governador Ricardo Coutinho e à candidatura de Lucelio Cartaxo ao Senado, claro que com desdobramentos da crise.
Cenário 2 – O Tribunal decide registrar a aliança PT/PMDB, inclusive na proporcional. Este quadro levaria a candidatura do governador a enfrentar uma forte perda estratégia e estrutural com consequências ainda desconhecidas, além de afetar a candidatura de Lucelio Cartaxo. Reforçaria a condição do PMDB gerando novo contexto a se conhecer.
Das duas situações não passa. Agora a lei é clara.
Última
“Tô vendo tudo/ to vendo tudo/
Mas bico calado/ faz de conta que sou mudo…”