As lições do Massacre Alemão

{arquivo}No País considerado do Futebol, do tipo Pátria de Chuteiras, encarar o resultado humilhante da Alemanha sobre o Brasil em plena casa do Penta-campeão Mundial implica, sistematicamente, em necessidade de aprendermos com este doloroso placar da Semifinal.

A primeira delas é de que Jogo é modalidade na qual não se pode apostar em favoritismo de véspera, seja com quem for, muito mais diante de uma estrutura futebolística desafetada e armada com padrão linear, mas de resultado efetivo, que bailado nenhum pode ignorar e achar que vence pelo histórico.

Segundo, o Ufanismo (já ganhou) é sentimento próximo da derrota qual seja a peleja e/ou a disputa.

Ficou claro, ainda, que time como qualquer agrupamento em disputa precisa ter liderança confiável e experiente, algo que faltou muito ao time brasileiro depois de receber o primeiro e segundo gols, logo Tiago fez muita falta na reanimação do elenco, não sabido ser conduzido por David.

Tem mais: o fim da Era Felipão põe em cheque a teoria que só podemos ganhar dos adversários se tivermos a base da Seleção Brasileira formada pelos jogadores vividos no Exterior. Talvez, a partir de agora, retome-se a base do nosso time tendo como referência o melhor clube da época ( já foi o Santos, Botafogo, etc).

Há outra lição bombástica, que está na exaustão do sistema de jogo desta última fase de Felipão no qual, mesmo com visível desempenho fraco de algumas de nossas peças – chave, a teimosia do treinador em nome de uma liderança e compromisso de grupo, impediu que fizéssemos a correção na hora certa dos erros substituindo os jogadores com fraca atuação, a exemplo de Fred.

Por fim, está provado que a estrutura da Seleção Brasileira e de seu quadro dirigente, no caso a CBF, precisa passar por outra grande reestruturação, posto que o saldo de agora ainda é fruto de Ricardo Teixeira – exemplo de Cartola poderoso, superado mas de forte poder econômico mandando neste importante legado brasileiro ganhando rios de dinheiro em nome do sentimento nacional.

O Brasil, como penta-campeão, precisou aprender novamente a lição de que só a humildade, como a exercida pelos Alemãs, e o trabalho duro, diuturno com requintes de jogadores maravilhosos como Neymar podem voltar a fazer sermos reconhecidos como o melhor futebol do mundo.

Com essa conversa mole de Felipão, never more (Nunca Mais).

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