{arquivo}Eis que o fim –de-semana em pleno dia de jogo do Brasil contra o Chile traz mais uma rodada de pesquisa produzida pelo instituto Souza Lopes para o Jornal Correio apontando o senador Cássio Cunha Lima com 43% das intenções de voto contra 30% em favor do governador Ricardo Coutinho. A cena, contudo, não inseriu a novidade maior que a candidatura de Vital Filho, anotem, a ser confirmada na convenção deste domingo no clube Cabo Branco.
A performance de Vital Filho e os efeitos desta decisão vamos abordar em seguida, mas neste primeiro momento se faz indispensável apontar uma condicionante mantida desde o ano passado, ou seja, o senador Cássio é o preferido do eleitorado.
Ora, se isto é verdadeiro, isto é, a confirmação de liderança nas pesquisas desde o ano passado, logo podemos traduzir que na outra ponta o governador nunca conseguiu chegar perto nem superar Cássio nas intenções de voto.
Mas, em que estes fatores numéricos, preferimos levar mais em conta o fator do apontamento da rejeição dos candidatos porque, em caso de segundo turno, este será um quesito fundamental para a definição da eleição.
Neste sentido, segundo a pesquisa, Ricardo se mantém acima dos 30% de rejeição contra 18% das intenções.
Em síntese, embora o Governador tenha bombardeado a sociedade de informações de seu governo, através de Midia geral, nada deste contexto tem influenciado na mudança da intenção popular.
É com esta realidade que todos os atores precisam conviver e buscar formas de alteração a seu favor.
PORQUE VITAL É CANDIDATO
Primeiro, porque Veneziano fraquejou, mesmo com tanto talento. Segundo, em face das novidades produzidas pelo PT e o prefeito Luciano Cartaxo,que foram mais ágeis ao detectarem manobras do PMDB com o governador RC e, fundamentalmente, depois de tantas turbulências, a necessidade premente do partido ter candidato na Paraiba, sob pena de se apequenar e ficar fora do jogo futuro.
Vital Filho foi convocado a uma missão muito difícil, mas que tem um motivador estratégico que é o argumento de ser o protagonista partidário a oferecer de fato palanque para a candidatura de Dilma Rousseff diante da impossibilidade dela subir no palanque de Ricardo Coutinho, um dos principais apoiadores de Eduardo Campos.
O PMDB entrou numa sinuca de bico e, ao assumir que manterá a candidatura, Vital Filho está obrigado a seguir com esta missão sob pena de frustrar a muita gente e torná-lo liderança fraquejante – o que não é o caso.
Agora, ela precisa encontrar meios de resolver a proporcional, atrair partidos que possam ajudar a construir a reeleição de seus quadros na Câmara e na Assembléia Legislativa.
Como é excessivamente cerebral vamos acompanhar e entender seus próximos passos como candidato para valer.
ÚLTIMA
“O cancão vai piar…”