A crise agravada entre Executivo e Assembléia

{arquivo}Os novos movimentos internos na Assembléia Legislativa retomando nesta semana o processo de discussão pública sobre as contas do Governo Ricardo relativas ao ano de 2011, já examinadas pelo Tribunal de Contas, refletem o grau de desarmonia na relação entre os dois Poderes fruto, ao que parece, pela intransigência nas relações entre eles.

Pior é que, do jeito em que a coisa anda, o enfrentamento tende a se aguçar porque permeia uma cortina de fumaça admitindo até, se houver radicalidade, que as contas possam ser rejeitadas, o que geraria a inelegibilidade do governador. E isto é muito radical demais para ser encaminhado sem uma forte reação de Ricardo.

Aliás, pelo que se comenta nos bastidores, o governador fez esta opção de enfrentamento radicalizado como a querer, nesta queda-de-braço, gerar uma exposição máxima da Assembléia Legislativa como ambiente de Golpismo por ele não compactuar com facilidades e assistencialismos – segundo sua tese, como forma de vitimização, caso o processo chegue a esse estágio.

Se reparar direito, não é demais concluir que tudo tem a ver com o estilo próprio e diferente do governador de tratar os processos e as pessoas. Desde quando a habilidade do deputado estadual Ricardo Marcelo conquistou as condições de eleição e reeleição na Presidência do Legislativo, daí em diante foi uma sequência sem fim de crises e mais crises até chegarmos ao estágio de agora.

Não se sabe ainda, se há interesse do Governo em negociar o atual estágio de enfrentamento, algo que poderia distender as relações minimamente, entretanto, a continuar como anda o clima e o humor a tendência é de piorar cada vez mais o processo redundando na mais forte crise entre os dois Poderes.

Mas que há riscos de rejeição das contas – disso ninguém duvide.
 

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