A nova realidade de Dilma e Eduardo, pré-candidato

{arquivo}Duas cenas distintas, uma em Pernambuco e outra em Brasilia, servem de parâmetros para a compreensão da cena política brasileira porque ambas refletem o confronto das candidaturas de Dilma Rousseff e Eduardo Campos, a partir de cena pernambucana, agora sem o líder do PSB no Governo, mas tendo de acompanhar seu sucessor, governador João Lyra,  optando por estar ciceroneando a presidenta, ao invés de lhe prestigiar no lançamento de Marina Silva como pré-candidata a vice-presidente, na Capital Federal.

A cena de Pernambuco é emblemática porque se trata da ambiência em que Eduardo Campos pontifica como líder incontestável. Mesmo assim, estar-se diante de Dilma – de acordo com pesquisa de Opinião Pública veiculada no Jornal do Comércio, com empate técnico é sinal de sua pujança eleitoral mas com uma concorrente muito forte porque, em tese, esperava-se um banho de diferença de um para o outro.

{arquivo}Mas, na ausência de Eduardo em Pernambuco, quem pontifica mesmo é Dilma, que foi ovacionada nesta segunda-feira várias vezes pelo conjunto de empregados no Estaleiro Atlântico Sul, logo gera sinais de que na terra do neto de Arraes ela com apoio de Lula e, sobretudo, do saldo de investimentos do governo do PT naquele estado, tende a reforçar em muito as candidaturas de Armando Monteiro e João Paulo para o Governo e o Senado.

Aliás, todas as pesquisas apontam Armando e João Paulo com diferença expressiva sobre Paulo Câmara e Fernando Bezerra Coelho. Em cima desses números, este é o maior desafio de Eduardo porque, mesmo sendo forte em Pernambuco, a necessidade de estar fora do estado enfraquece no aspecto de sua dedicação exclusiva, como se deu na campanha municipal.

Há uma inversão de metas nesta fase entre os dois porque, enquanto Eduardo age para ampliar sua expansão de imagem em nível nacional, Dilma agora se sente com mais liberdade para ir mais vezes a Pernambuco e fazer contra-ponto ao seu adversário mostrando que muito do que foi feito tem o DNA do Governo Federal, ou seja de sua gestão.

Na prática, a pré-campanha vai aguçar para valer merecendo acompanhamento sistemático visando se saber quem ganha e quem perde com os novos movimentos estratégicos de cada um.

SERRA TALHADA

No periodo da tarde, Dilma entregará a primeira etapa da Adutora do Pajeú, obra que Eduardo anunciava como sua, mas tendo o Governo Federal como grande financiador.
 

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