A Proposta de Aécio e o exagero do STF

{arquivo}BRASILIA – Antes de avaliar os temas mais quentes em nivel regional, registremos o tempo de muita ebulição nas lides políticas nacionais e estaduais, mas não dá para ignorar algumas decisões tomadas no Congresso Nacional sobre a CPI da Petrobrás e, mais recentemente, no Supremo Tribunal Federal impedindo a doação de recursos pelas empresas nos períodos eleitorais. Chama a atenção ainda a proposta do presidenciável Aécio Neves defendendo o fim da Reeleição no processo eleitoral brasileiro.

Com análise destrinchada por se tratar de questões tão complexas e diferentes, vamos admitir que com o encaminhamento de ampliação da CPI da Petrobras anexando as licitações de São Paulo não é primarismo admitir que, desta forma, a Comissão está com dias contados e deve ser implodida por manobras de vários níveis.

É que da forma agora encaminhada nem interessa ao Governo ter palanque com CPI da Petrobras e, guardadas as proporções, o mesmo dir-se-á do PSDB e PSB – neste ultimo caso envolvendo Eduardo Campos por ter sido o fomentador das operações de implantação da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

AÉCIO TEM RAZÃO

Mas, antes de chegar ao STF e seu novo estimulo ao “Caixa 2”, há de se registrar a abordagem de Aécio Neves propondo, conforme entrevista no Blog de Josias, o fim da reeleição como forma de acabar a cultura do assistencialismo e loteamento político a gerar desvios de função da gestão pública produzindo anomalias e desvirtuamentos. Tudo isto, como frisou Josias, apesar de ser condição proposta por seu principal aliado, o ex-presidente FHC.

Seja como for, o senador mineiro se apresenta na entrevista tomado do espírito de contra-ponto ao projeto de Dilma Rousseff/PB prevendo segundo turno na disputa e a projeção de que quem for a essa etapa disputa com a presidenta deverá vencer a disputa.

De fato, Aécio se redobra maximamente para se credenciar como principal nome opositor ao projeto petista, muito além de seu amigo e aliado Eduardo Campos.

É ter que dar tempo ao tempo para constatar (ou não) esta condicionante altamente importante.

ESTIMULO AO CAIXA 2

Os ministros do STF decidiram por maioria impedir que as empresas façam doações legais aos candidatos aos diversos cargos no executivo e legislativo brasileiro. Agiram desconforme com o que se dá na mais bem resolvida sociedade do mundo, a americana, cujo Tribunal Superior acatou as doações.

No caso brasileiro, o argumento esposado pela maioria é de que as doações causam corrupção e troca de moedas, ou seja, as empresas doam dinheiro na campanha e são beneficiadas na gestão.

Ao invés de gerar disciplinamento mais rígido até podendo impedir a moeda de troca vigente, o STF simplesmente decidiu banir um instrumento considerado legal nos EUA que, como disse, tem melhor cultura e padrão político de cobrar mais dos envolvidos nessas searas.

Em sendo assim, ninguém deixará de buscar mecanismos de sobrevivência eleitoral e, certamente, haverá de adotar o Caixa 2 (não contabilizado) na maioria das campanhas, como sempre aconteceu e acontece, mas com o falso moralismo de alguns teóricos e políticos da elite brasileira querendo dizer o contrário.

Pisou na bola, como se diz lá na Torre.

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