TV Assembléia: marco histórico e perspectiva

{arquivo}Os principais veículos de comunicação do Estado reproduziram como informação em seus noticiários dando conta da inauguração da TV Assembléia Legislativa em sinal aberto, ou seja, sem ser preciso existir somente em Circuito fechado (pago, melhor dizendo), sem dúvidas alguma se caracterizando como uma referência histórica definitiva na relação entre Legislativo e a sociedade em bases nunca existentes.

Não se trata de culpa ou distração das gestões anteriores, mas a relação entre esse Poder e a sociedade sempre esteve distante, sem uma interatividade que passou a existir nos últimos tempos discutindo e buscando dialogar sobre os problemas da própria sociedade.

Por isso, o marco da iniciativa do presidente Ricardo Marcelo não está na materialização de um projeto físico apenas, mas da repercussão que o conteúdo a ser gerado na emissora a partir de agora terá de impacto e atração por parte dos telespectadores, da sociedade de uma maneira em geral.

É este novo papel de debater os problemas da sociedade com participação popular e das várias tendências político – ideológicas que passa a ser elemento preponderante, sobretudo diante do ano à frente em que se projeta debate intenso sobre o futuro do Estado.

Sem que tenha servido de motivo principal para o que vamos abordar agora, a gestão Ricardo Marcelo acaba de pontuar um novo ciclo, especialmente na estruturação de um canal de debate, logo agora quando a estruturação de comunicação social privada, ou seja, os veículos privados andam na maioria manietados e reclusos na veiculação de temas ou discussões sobre problemas a afetar o estado e o Governo, por isso a TV chega como uma válvula de escape ante o amordaçamento.

Ricardo Marcelo consolida, por fim, uma condição singular na forma de gerir o Poder Legislativo com altivez, defesa intransigente de seus Pares, diante de um Executivo com ações duras e de pouco diálogo, talvez somente possível por conta de sua influencia de gestão privada em seus negócios e de independência econômica, sem os quais jamais teria alcançado o que alcançou.

Quem ganha com a TV é a sociedade, mesmo sob o embalo de um presidente destemido e realizador.

EM TEMPO

Justiça seja feita: foi o jornalista Nonato Bandeira, então coordenador de comunicação da Assembléia quem lançou as bases para a deflagração do que se consolidou ontem, na fase em que era presidente o atal vice-governador Rômulo Gouveia.
 

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