{arquivo}Não é só na Paraíba, como de sorte em todo o Brasil, o atestado de que em busca de audiência a qualquer custo muitos veículos têm apelado para o sensacionalismo barato, entretanto, o mais grave não está apenas na “espetacularização” dos fatos, a exemplo do mais novo fato gerado pelo multimídia Fabiano Gomes denegrindo inaceitavelmente o honrado e líder presidente do Sindicato dos Jornalistas, Rafael Freire, mas na manipulação e, em muitos casos, na chantagem e ameaça para se levantar dinheiro à custa do medo.
Este último caso, acompanho há anos em processos memoráveis, como se deu nos idos anos 80 diante da falência do Jornal do Brasil, que queria obrigar o presidente do Senado, paraibano Humberto Lucena, a conseguir meios para tirar o veiculo da crise mas, como o honrado Humberto ponderou afirmando que se fosse para incentivar teria de ser para todos, a partir daí viveu tempos de inferno com perseguição odienta por toda sua vida de forma injusta e até hoje inaceitável.
São muitos, inúmeros os casos de chantagem absurda que grandes, médios e pequenos veículos produzem diante de seu poderio de fazer o mal. Humberto Lucena, um dos brasileiros mais importantes na Constituinte, morreu com essa mágoa produzida pela Imprensa Marrom.
Ainda volto ao caso da Paraíba, mas o mesmo tom raivoso e discricionário também se aplica à cobertura de parte da Grande Mídia gerando conceitos terríveis a um grupo de lideres políticos do PT, que sequer espaços e condições de Defesa tiveram (ou tem), condenados sem provas, mas que continuam sendo execrados na Opinião Pública por conta dessa Mídia, que não admite o contraditório e nem enxerga os graves Escândalos dos seus aliados bem perto do nariz.
Tudo com a chancela do Supremo Tribunal Federal, que anda arbitrariamente solapando princípios básicos do Direito diante da covardia do Congresso Nacional e de outros setores da sociedade.
O CASO FABIANO GOMES
O estilo exibido por Fabiano Gomes não é novo. Muitos, incontáveis são os profissionais que já apelaram para essa forma de se impor na sociedade mas que, por vários fatores, tendem a enfrentar desgastes continuados quando agridem o bom senso, a ética e bom gosto nas relações humanas.
De fato, ultimamente, ele insiste em pontificar na Midia por esse estilo, em alguns casos grosseiros, de enfrentamento desigual com ouvintes e entrevistados, por isso o caso de agora é mais um e que um dia, a manter-se nesse grau, haverá de exigir reação legal, nunca através de censura, para que o padrão profissional não agrida a cidadania.
O hábil multimídia, ascendendo rápido ao topo do Business da Mídia, merece seu espaço ao Sol mas sem extrapolar na forma de abordar o assunto de agora, desde a linguagem quanto a forma de atacar o representante do Sindicato dos Jornalistas, profissional de índole e formação inatacáveis.
O caso remete à reflexão sobre Fabiano Gomes, mas não só ele e sim a todos os que buscam se inserir no processo de fama midiática, entretanto já não é mais normal se apelar para agressões continuadas nos vários níveis, portanto apontou o sinal Amarelo de que os próprios profissionais, as representações de classe, os empresários, Ministério Público, etc, precisam entrar em campo para ajustar as coisas.
Da forma em que está não dá.
NECESSIDADES INADIÁVEIS
A FENAJ ( alô alô Edson Verber!) e os sindicatos dos jornalistas precisam mobilizar outras entidades e a sociedade organizada para colocar em pauta urgente em 2014 a criação de nosso Conselho Nacional de Jornalistas ou Ordem Brasileira dos Jornalistas – algo semelhante à OAB dos advogados, CFM , dos Médicos, etc, porque é o Código de Ética profissional que precisa ser acionado numa hora destas.
Nenhum jornalista, radialista ou qualquer ista que seja, está acima do bem e do mal e precisa ter liberdade de opinião, mas não tem o direito de agredir a ninguém, daí uma instância de zelo Ético profissional nos faz muita falta.
NOS VEICULOS DE COMUNICAÇÃO TAMBÉM
Nos Estados Unidos, Inglaterra, França, países desenvolvidos, as regras para os veículos de comunicação são claras. Não pode haver monopólio de nenhuma empresa e nenhuma delas pode estar envolvida em diversos segmentos, ou seja, se tem rádio, não pode ter jornal e TV, etc e tal.
Isto é o que precisa chegar e ser implementado no Brasil, condição essa que será uma das mais difíceis mas imprescindível tarefa do futuro Governo Federal porque o Brasil não pode ficar refém de cinco famílias.
O advento das Redes Sociais já reage a esse monopólio absurdo, por isso precisamos avançar com nova Regulamentação dos Veiculos de Comunicação.
ÚLTIMA
“Ordem e Progresso…”