Que PT é esse que brota de Charlinton – Lucélio?

{arquivo}Sexta – feira sempre foi data comum no histórico do Partido dos Trabalhadores. A de agora chega com uma simbologia diferenciada porque, embora haja disputa com duas outras candidaturas postas no PED – Processo de Eleição Direta, no caso Luiz Couto e Elenildo Morais, dois petistas de valor – há um movimento articulado, visivelmente majoritário em torno das chapas encabeçadas pelo professor Doutor Charlinton Machado e o executivo Lucélio Cartaxo.

O que eles dois, enfim, representam nesta fase do partido, do Brasil e da Paraiba velha de Guerra? De cara, é fácil de identificar um esforço exitoso na construção da Unidade majoritária no PT, algo que ao longo dos anos pareceu impossível. Era como se no DNA petista houvesse a briga sem fim.

DADOS DIFERENCIADOS

Mas, o processo de agora se reveste de um modelo e circunstância nunca vividos pelo PT. Primeiro, Charlinho Machado permite a construção de novidade conceitual porque não disputará nenhum cargo, não tem nenhum vinculo com qualquer administração do PT ou do Governo Federal e se dispõe a ser catalizador de um processo a desaguar na reeleição de Dilma, em 2014, e nesse mesmo processo de Luciano Cartaxo, em 2016, tudo isso respeitando a Base aliada sem a qual nenhum dos dois prospera.

No processo, há que se distinguir o papel de Lucélio, a alma gêmea de Luciano, mas com papel fundamental de evitar arestas, ser a expansão das políticas de reforço ao PT e aos aliados. Sofre a crítica adversária (única) pelo fato do parentesco com o prefeito da Capital, mas a disposição é de se dispor ao debate e ao voto – nesse caso é preciso ter história e coragem para superar e se fortalecer.

Cumpre, portanto, o reforço ao processo catalisador, de somar mesmo.

A CONJUNTURA COM LUIZ COUTO E O PSB

Tudo acontece quando o candidato Luiz Couto enfrenta uma crise de prospecção porque está isolado no partido defendendo a aliança com Ricardo Coutinho – algo insustentável sobretudo depois que o PSB resolveu romper com o Governo Dilma.

Isso fragiliza mais ainda a tese de Luiz Couto, pois diante da conjuntura sabe que perderá a disputa para Charlinho, seu ex-aliado secretario geral, por conseguinte, reduzirá seu espaço de influencia no partido.
Vai deixar o PT ou vai se submeter à disputa claramente desfavorável a ele?Esta é a grande indagação de hoje até o dia 5 de outubro.

CONSTRUINDO A DISPUTA MAIOR

Em síntese, o lançamento de hoje coloca o PT no patamar dos grandes partidos da Paraiba com chances de construir a reeleição de Dilma e Cartaxo podendo até sonhar com o Palácio da Redenção, cadeira que poderia ser ocupada por um petista antes de Luciano – mas o foi por Ricardo, que deixou o PT para governar sem a historia de antes.

Ninguém duvide: a batida do bumbo mudou, no caso do PT da Paraiba para melhor, na direção da ascensão.

ULTIMA

“Vamos precisar de todo mundo/
Pra banir do mundo a opressão…”

 

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