Xeque mate! Expressão usada no final do jogo de xadrez, e também no momento em que alguém está em uma situação constrangedora e deve tomar uma decisão para seguir um caminho ou não perder algo.
São nessas encruzilhadas da vida, sem ter como resolver determinados problemas, que surgem “os bichos de sete cabeças”. Invadem a imaginação, atrapalham o raciocínio e impedem enxergar as soluções para sair dessa enrascada. As dificuldades são tantas que chegamos a desanimar da empreitada.
Muitas vezes os empecilhos não são tão intransponíveis, mas o superdimensionar da situação é o que nos faz vê-los como “um bicho de sete cabeças”.
Essa expressão popular pode ser usada em casos de difícil solução, no enfrentar situações onde não se vislumbram resoluções rápidas. Também para tranquilizar alguém com receio de enfrentar uma situação complicada. E, ainda minimizar a gravidade de um problema.
Dizem que o dito popular teve origem numa lenda da mitologia grega. Havia em Lerna, na Grécia antiga, uma gigantesca serpente que possuía sete cabeças e aterrorizava a população. Ninguém conseguia eliminar o animal, porque sempre que cortavam uma de suas cabeças, nascia outra em substituição. Foi então que o herói grego Hércules se dispôs a matar o monstro. Ele se utilizou da estratégia de incinerar cada cabeça do “bicho” que cortava, e assim evitava que voltasse a aparecer outra. Dessa forma conseguiu derrotar o animal.
Considerando a lenda grega, devemos agir como Hércules e enfrentar o “bicho de sete cabeças”. Cortando, incinerando e impedindo que outras cabeças surjam para nos ameaçar.
* Integra a coletânea de textos que intitulei “REFLETINDO A SABEDORIA POPULAR (ditados, expressões e provérbios)”.