{arquivo}Um samba de nota anunciada, previsível. É como os Cults de Pernambuco afora encaram a informação repassada por diversos veículos de comunicação dando conta da decisão do PSB de deixar a Base Aliada do Governo Dilma Rousseff.
Embora não assuma a conseqüente decisão de revelar-se candidato a presidente da República, Eduardo Campos marcará posição até o final do ano posto que, quando janeiro chegar, certamente será exposto como pré-candidato.
São muitas as leituras e repercussões em torno desta questão, embora já não seja encarada com surpresa depois que, recentemente, resolveu gerar Pacto com Aécio Neves e o PSDB numa hipótese de segundo turno, algo previsível. Ora, se a opção foi feita ao maior partido de Oposição, lógico que ele estava deixando o Governo.
Reações e reações
A banda mais afetada de imediato, o Governo, vai passar a partir de agora a tratar Eduardo noutro nível e patamar, já sem as benesses de que tanto usufruiu de Lula para cá sem as quais não teria chegado à dimensão de hoje.
Eduardo vai conviver com criticas duríssimas de muitos ex-aliados, ainda não se sabe quando Lula incorporará esta tese, mas certamente os partidos de Esquerda da base de Dilma passam a tratar o governador como no mínimo desertor, no máximo traidor e oportunidade, como dizem nos bastidores.
Para a outra banda da Lula, a de setores ligados à Oposição, ele chega festejado como corajoso e inovador.
Seus movimentos com a Direita, agindo no mesmo estilo do avo Miguel Arraes, é que vai precisar de tempo para saber como será a reação dos setores organizados e da sociedade como um todo, mas não será fácil soprar e apagar velas ao mesmo tempo – e isto pode gerar perdas conceituais porque Arraes era outra coisa.
O fato é que a saída afeta o tabuleiro e se estenderá para os Estados, inclusive a Paraiba.
Eduardo e Cássio, juntos
No estado não há nó que não se desate, embora dos últimos dias para cá perdure o processo de construção de candidatura de Cássio ao Governo contra o Eduardista Ricardo Coutinho.
A aliança nacional ajuda a solução entre Eduardo e Aécio mas ainda não é suficiente para definições antecipadas de 2014 por conta da expectativa em torno de Cássio.
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“O cancão vai piar…”
