“Promessa é dúvida”

Esse ditado é muito proferido nas questões políticas. Foi nele que se cristalizou a esperança fundada em aparências, tornou-se comum o fazer promessas em campanhas e o não cumpri-las no exercício dos mandatos. E isso se chama estelionato eleitoral. Motivo pelo qual a credibilidade dos políticos anda tão em baixa.

Essas promessas têm validade efêmera, apenas o tempo de conferir nas urnas o voto do eleitor. Impressionante é a facilidade com que determinadas figuras políticas empenham suas palavras e depois sem nenhuma lisura ou peso de consciência esquecem as promessas e as negam com a maior desfaçatez do mundo. Não existe pudor ou qualquer escrúpulo em se mostrar embusteiro, ao fazer das promessas um “instrumento oportunista” para enganar seus conterrâneos.

Quem promete deve, porque na linguagem popular, “promessa é dívida” assim se afirma a cobrança social. É lamentável, não ter como punir quem deixou de honrar seus compromissos. Não há normas legais que exijam o seu cumprimento. Principalmente numa cultura em que a impunidade é vista como um privilégio dos poderosos. Não honrar a palavra empenhada é marca comum da prática política neste país.

Não há como justificar a quebra de um compromisso sem ferir os conceitos de moralidade. Necessário faz que sejam conhecidas as possibilidades do cumprir-se aquilo que se promete por um dever de responsabilidade e respeito público.

E fica a pergunta: – Quando a população vai de fato tomar consciência de que a melhor forma de responder aos que traem nossa confiança é expurga-los do exercício da atividade política?

Se “promessa é dívida”, aos caloteiros eleitorais só nos resta punir a quebra de compromissos assumidos com a rejeição nas urnas.

* Integra a coletânea de textos que intitulei “REFLETINDO A SABEDORIA POPULAR (ditados, expressões e provérbios)”.

 

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