“A vaidade é o espelho dos tolos”

 

 

 

Todos nós temos um pouquinho de vaidade. Quando esse sentimento não vem misturado com orgulho e soberba não vejo como algo mal. Faz parte da auto estima.

 

No entanto, o vaidoso que vive cultuando a si mesmo, achando que é merecedor de todas as reverências por parte dos outros, termina por perder o senso do que seja ridículo. Ao se olhar no espelho não enxerga as próprias rugas, nem os defeitos de sua aparência.

 

Embriagado pela própria vaidade imagina que os que vivem lhe elogiando reconhecem as qualidades que o fazem distinguir-se dos demais. Não conseguem perceber que a maioria das vezes são manifestações falsas de bajuladores. Mas se alimentam dessas louvações para firmarem cada vez mais a convicção de que se posicionam acima dos seus semelhantes.

 

A mitologia grega conta que Narciso, ao se apaixonar por sua própria imagem refletida no espelho dágua, mergulhou em direção a ela e se afogou. Os vaidosos estão sempre correndo esse risco, afogarem-se no espelho da vaidade. Daí nasceu o termo narcisista como sinônimo do vaidoso.

 

Quem bem define esse tipo de gente é o filósofo inglês Francis Bacon: “os vaidosos são os joguetes desprezados dos homens sábios e discretos, o objeto de admiração dos tolos, os ídolos dos parasitas e os escravos de sua própria vaidade”. Não é preciso falar mais nada.

 

· Integra a coletânea de textos que intitulei “REFLETINDO A SABEDORIA POPULAR (ditados, expressões e provérbios)”.

 

 

 

 

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