Folha trata Escândalo do PSDB como Cartel

{arquivo}Desde quando a Revista ISTOÉ trouxe em capa numa de suas edições de Julho a denúncia de que os Governos do PSDB estavam sendo acusados de comandarem um “Propinoduto do Tucanato”, isto é, a política continuada de desvios de recursos públicos através das licitações dos Metrôs de São Paulo há vinte anos eis que a Folha de São Paulo insiste em inovar no quesito lingüístico querendo atribuir o Escândalo ao termo Cartel – e não desvio de dinheiro.

Só que, como se trata de um processo constituído a partir de delação premiada da multinacional alemã SIEMENS ao CADE – Conselho Administrativo de Defesa Econômica – os responsáveis pelo segmento de Metrôs do Governo de São Paulo até tentaram atribuir todo o fato a motivações políticas ( isto numa referência ao PT) mas nada disso tem colado porque se trata de informação privilegiada, comprovada por quanto se deu com base na realidade de anos continuados.

Mesmo assim, o maior escândalo contra os Governos do PSDB – de Mário Covas até Geraldo Alkmin ) tem sido tratado pela Folha como Cartel. De forma inteligente, o importante Jornal Paulistano pinça um aspecto de certa forma pertinente que é a assertiva sobre Cartel significa que “empresas produtoras, as quais, embora conservem a autonomia interna estabelecem monopólio distribuindo entre si os mercados e determinando os preços”, só que o caso é muito sério.

A questão que a Folha restringe a Cartel vai além dessa contextualização diminuta, mesmo séria de Cartel, uma vez que tudo tem como base os depoimentos de diretores da alemã SIEMENS afirmando ter havido um esquema fraudulento de receber propinas ao longo desses anos com registros em bancos europeus e retirada de dinheiro público das Licitações dos Metrôs para repassar a agentes políticos dos governos do PSDB.

Desta feita, a Folha exagerou na maneira de querer reduzir a força do Escândalo, mas nem com uso inteligente de seus profissionais conseguirá tirar do caminho tucano um dos graves problemas de uso de dinheiro público para campanha eleitoral, voltamos a afirmar que são dados da SIEMENS – tudo isso pipocando justamente quando o Brasil vai às ruas exigir Ética na Política.

E agora, como o PSDB vai segurar a onda, se até aliados como a Rede Globo já não podem mais conter a exploração de conhecimento da sociedade internacional como escândalo mesmo, e não Cartel de empresas?

O povo, de fato, há tempo deixou de ser besta, analfa.

O QUE DISSE O GOVERNO ALKMIN

O governo paulista chegou a acusar o CADE de agir como “instrumento de polícia política” para prejudicar as administrações do PSDB. O secretário-chefe da Casa Civil do governo Alckmin, Edson Aparecido (PSDB) disse se tratar de “pura calúnia”.

“O que estamos vendo é um desvirtuamento de um importante órgão de Estado que deveria garantir a livre concorrência, mas se tornou um instrumento de polícia política. A memória de Mario Covas tem sido enxovalhada”.

A PALAVRA DO CADE

O CADE respondeu em nota que “repudia qualquer acusação de instrumentalização política das investigações” e acrescentou que “prontamente respondeu aos ofícios” dos demais órgãos que solicitaram acesso às informações sobre o caso, “esclarecendo sobre a necessidade de autorização judicial para compartilhamento de informações com quaisquer órgãos que não sejam signatários do acordo de leniência, em razão do segredo de Justiça”.

A SINTESE DA DENUNCIA NA ISTOÉ

O esquema que saiu dos trilhos. Um propinoduto criado para desviar milhões das obras do Metrô e dos trens metropolitanos foi montado durante os governos do PSDB em São Paulo. Lobistas e autoridades ligadas aos tucanos operavam por meio de empresas de fachada, revela a publicação.

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