{arquivo}O governador Ricardo Coutinho usou de sua eloquência e domínio da retórica discursiva no programa semanal do Chefe do Executivo por uma cadeia de rádio nesta segunda-feira para desancar o que considera campanha inominada de seus adversários políticos visando atingir sua honorabilidade diante do caso “Jampa Digital”, onde a Policia Federal indiciou 23 pessoas por suposto desvio de recursos públicos para a campanha do então candidato.
A fala do governador foi dura e com endereço certo (?): de um lado o Grupo da Rede Paraíba de Comunicação referindo-se várias vezes ao empresário Eduardo Carlos, à quem praticamente declarou clima de guerra, e de outra aos seus algozes políticos, tanto que atribuiu seu caso como primeiro foco querendo atingir o PSB e seu provável candidato à Presidência, Eduardo Campos.
Até chegar ao final de seus argumentos no programa, o governador envolveu muitas outras pessoas na parada, a partir do PT à quem se referiu ao Mensalão que ele abomina, a Nonato Bandeira citando-o como responsável pela contratação de Duda Mendonça para sua campanha (“tudo dentro da legalidade”), enfim responsabilizou as outras figuras e instâncias por sua difícil realidade de agora.
Repetindo ser inocente e não ter praticado nada de errado, ele praticamente focou na Midia, por intermédio do empresário Eduardo Carlos, responsabilidades que, quando tudo passar, será evidente concluir pela inexistência de participação ou influência do presidente da Globo na Paraíba porque seus veículos apenas reproduziram a síntese do que fora apurado nas investigações da PF. A rigor, neste estado de tantas crises políticas, se faz míster reconhecer que Eduardo Carlos,sem dúvidas, está na lista dos empresários éticos e decentes da aldeia.
Esta é a síntese da contra-argumentação de Sua Excelência, visivelmente afetado com o bombardeio, mesmo assim terá de usar de outros sofismas e estratégias apresentando documentos concretos de sua inocência com base nos autos processuais porque, do contrário, será atingido pelo “Tsunami moral” que ronda em torno dele.
Repito: não há necessidade de se gerar a punição prévia dele, enquanto o processo se arrasta, mas só transferindo responsabilidades políticas isso não se resolve.
É preciso muito mais.
O QUE É A VIDA
{arquivo}Publicitários e multimídias em almoço nesta segunda-feira, no Saladellas, comentavam como o mundo político gera surpresas e desconfortos inimagináveis. Citavam que foi a Rede Paraiba quem “contribuiu” de certa forma com a campanha do governador ao gerar “pautas espontâneas” sobre os problemas da Paraiba em plena fase de debates exibindo muitos e sérios dramas sociais, se não bastasse o fato de Eduardo Carlos ter sido anfitrião para o encontro em Porto de Galinhas (PE), onde foi selado o acordo entre RC, Cássio Cunha Lima e Efraim Morais.
Dois anos e meio depois, o governador ocupa a Midia para acusar seu ex-amigo do que, na prática, Eduardo nada tem a assumir de carapuça porque ele não tem sido o autor dos problemas de Ricardo, apenas faz o que outros veículos resolveram deixar de fazê-lo.
De fato, o tempo voa.
ATINGINDO CÁSSIO E MARANHÃO
A Secretária de Comunicação do Governo, Estelizabel Bezerra, resolveu atrair os governos Cássio e Marnahão para perto de seus problemas com os recursos aplicados na Midia dizendo que os governos anteriores gastaram mais do que o atual em propaganda.
Não é uma estratégia inteligente neste momento porque chama sobretudo Cássio para um nivel de exposição absolutamente desnecessária e negativa em tese na lógica do senador – ele que é personagem fundamental para o futuro do governador.
Jogar contra a Midia não é a melhor forma de resolver tantos problemas à frente.
ÚLTIMA
“Esse jogo não vai ser um a um…