{arquivo}A onda popular que invadiu as ruas e meteu medo em muita gente neste País, não só despertou a consciência nacional sobre o papel da cidadania como colocou muitas estruturas com “barbas de molho” – ou medo mesmo de serem defenestradas, porque sabem da dimensão da censura aos desvios de todas as ordens, sobretudo dos Poderes e classes. Nestas últimas horas, com base em filtros diferentes, chamou atenção a pouca exploração do avião da FAB pelo “paladino” Presidente do STF, Joaquim Barbosa, para ver o jogo do Brasil. Ainda neste espaço vamos tratar da entrevista de Ruy Falcão no programa “Roda Viva” sobre o futuro do PT e os últimos tempos de silêncio absoluto de Cássio Cunha Lima.
No caso do Ministro, fica acintosa e discricionária a postura da Grande Mídia no trato cúmplice do Ministro Barbosa no uso “fora da órbita” de avião da FAB para assistir ao jogo da Seleção Brasileira no Rio de Janeiro ao não dar a mesma dimensão dada aos casos dos presidentes do Senado e da Câmara. Logo ele, a “voz metralhadora” contra desvios de conduta moral estar-se flagrado em ato no mesmo nível do qual condena mostra na prática que a hipocrisia tem limites.
Do jeito em que coisa anda e pelo que já circula nos bastidores em Brasília não falta muito para a sociedade brasileira cair na real e deixar de embarcar na tática maluca de setores da Grande Mídia de querer desqualificar de vez as instituições políticas para construir falsos Paladinos nacionais, mas que se submetem aos seus caprichos e interesses do Poder midiático. Pegou carona no falso moralismo de setores que não podem ir ao debate sobre Ética, mas por força de seus instrumentos cria e mata mitos da noite para o dia.
O fato é que Joaquim Barbosa é humano, ainda.
A SERENIDADE DE RUI FALCÃO
{arquivo}Infelizmente, os momentos de grandes debates nas TVs brasileiras só ocorrem em horários impróprios para acompanhamento da grande massa real, quando estes (os programas) varam a madrugada, ou se dão em emissoras com acesso limitado por conta do recall pequeno na fatia televisiva nacional. É o que se aplica nesta segunda-feira ao debate no programa “Roda Viva”, na TV Cultura de São Paulo, onde o alvo de todas as ordens foi o presidente do PT Nacional, Rui Falcão.
Quem assistiu, comprovou um estilo tranqüilo, sereno, mas muito incisivo do presidente petista tratando de todos os assuntos da contemporaneidade, desde os desgastes do governo Dilma, as crises de relacionamento com Base aliada e petistas, enfim, sobre todas as questões mais fortes do momento.
Falcão não só considera Dilma muito competitiva como considera natural que, em 2014, exista disputa do PT com o PMDB, ou vice-versa, em diversos estados do Brasila exemplo do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia, etc, da mesma forma que não se assusta com a hipótese de Eduardo Campos ser candidato a presidente da República. Mas, numa hipótese desta, na condição de Oposição.
O presidente admite falhas na condução de alguns projetos mas, ao contrário da critica interminável da Oposição, diz que o Brasil mudou muito e para melhor na gestão petista e este conjunto de dados vai servir ao debate de 2014 capaz de contribuir muito com a campanha da Dilma.
O INCÓGNITO FUTURO DE CÁSSIO
{arquivo}O senador Cássio vive uma de suas melhores fases enquanto líder político. Até direito a tirar férias ele resolveu lhe premiar, algo que jamais fez enquanto governador ou prefeito de Campina, sem contar sua vida menos estressada em Brasília do que quando desembarca na Paraíba.
Mas tudo isso tem dias contados, se depender do calendário e desejo de milhares de pessoas porque, de alguns dias em diante, ele vai viver a pressão que em nível atual ainda nem começou (embora seja muito forte) para ele admitir ser candidato a governador.
Vou repetir o que dizem muitos familiares e amigos, já agora. Segundo eles, antes Cássio considerava Ricardo Coutinho seu candidato à reeleição de qualquer jeito mas, nos últimos dias anda dizendo que depende.
Tem mais e vou reproduzir o que ouvi de gente “peso pesado” de BH (Belo Horizonte): “o senador Aécio sabe que vence na Paraíba se ele for candidato, por isso não abrirá mão desta realidade”.
Seja o que for, Cássio tem peso decisivo e, em sendo candidato, provocará o mais desfalque às pretensões do governador.
ÚLTIMA
“Há um lado carente dizendo que sim/
E esta vida da gente dizendo que não…”
