{arquivo}Ver a Juventude ensaiando Quereres sirvo – me dessa Rebeldia para nutrir a minha, hoje tomada de remanso, se manifestando de outra forma de ser, mesmo solidária com o “grito de guerra” de quem quer paz e ascensão coletiva. Nossas novas gerações reproduzem isso e esse contexto nos anima a crer no futuro, embora estejamos muito distantes de uma sociedade ideal para brasileiros de Norte a Sul, Leste – Oeste.
Queremos avançar mais, muito mais, mesmo quando a serenidade mínima voltar a estar em nós poderemos identificar passos largos dados, sobretudo em favor de quem mais precisa. Gente pobre, negra, velhos, minorias hoje melhor tratados do que ontem precisam estar conosco de perto ou, na inversão da ordem de reciprocidade, bem que podemos chegar a eles como se manifesta o querer principal dos protestos. Mas vamos nos vacinar direito porque já há sinais de outros desejos, infiltrados, descontextualizados querendo nos levar para a crise aguda sem a necessidade de assim merecer tratar.
Tem irmãos fora do sangue a nutrir a radicalidade não para nosso usufruto futuro de conquistas mas para tirar proveito da minha vã naturalidade de apoiar tantos protestos. Quero ter saúde e idade para seguir esse caminho de lutas, mesmo que já tenha tempo para não me iludir com utopias vãs do futuro. Um dia saberemos distinguir o joio do trigo, então assim faremos a outra revolução de métodos escolhendo melhor quem presta, na proporção inversa de quem não nos merece.
Quero (e vou) ter o direito de protesto, mas vou querer também crer que avançamos muito quando compararmos os fascículos de nossa história. Agora, o que é desprezível vamos encarar outra busca. Sempre.

