{arquivo} Muito em breve vamos tentar decifrar com mais dados e reflexões os possíveis fatores que podem estar por entre, atrás e à frente do movimento puxado pelos estudantes a partir de São Paulo e que, nos últimos dias, pipoca em semelhanças nas capitais e nesta segunda-feira redundou na ocupação do Congresso Nacional de forma nunca vista em toda a República Federativa do Brasil. Há muitos temperos e elementos reproduzindo o descontentamento estudantil, mas nenhum dos personagens ativos da história dos movimentos revolucionários pode mais se adequar neste momento do que o russo Bakunin, o mais anarquista de todos.
Os movimentos de hoje têm, a rigor, o fermento em setores da Grande Midia ao lado da Oposição liderada pelo PSDB fomentando clima de crise com tamanha dosagem que, por ter passado da conta, ficou sem controle porque o processo passou a ser comandado pela juventude ainda sem líder conhecido inserindo neste contexto Punks, anarquistas e tribos contestadores da ordem servindo de prato cheio para outros tipos de protestos.
Em João Pessoa, em fases passadas de movimentos estudantis anarquistas pontificaram de forma esplendorosa na UFPB os ex-estudantes Nonato Bandeira, Luiz Henrique Parahyba, Marcus Alves, Derval Golzio, etc, hoje vovôs que sabem o significado da contestação a tudo e a todos, mas isto na fase passada, de juventude mesmo, porque hoje são senhores comportadíssimos e exemplares.
A TEORIA DO ANARQUISMO SOFISTICADO E A ATUAL REALIDADE
{arquivo}Com base na realidade de agora, do que mostram as TVs e Sites, leiamos, conjuntamente, o que diz um pouco da biografia do revolucionário anarquista Michail Bakunin:
“Nascido na Rússia em 1814, Bakunin foi o revolucionário anarquista que participou de quase todas as revoltas populares na Europa do século XIX.
Na Suíça, Bakunin organizou movimentos internacionais de trabalhadores em Genebra, pregou a anarquia entre os relojoeiros do Jura, publicou seus livros em Zurique e terminou morrendo em Berna.
O anarquista russo Michail Bakunin foi, junto com Karl Marx, uma dos mais influentes personagens do movimento internacional de trabalhadores no século XIX. Ele defendia o conceito de uma sociedade sem classes e sem governo. “Persona non grata” para os comunistas, Bakunin achava que o Estado socialista seria a continuação da opressão do operariado e camponeses com um outro nome.
De família aristocrática, Michail Alexandrovic Bakunin nasceu em 30 de maio de 1814 em Prjamuchino, na Rússia.
Como era comum para as elites da época, Bakunin entrou para o exército em 1829, onde chegou a alcançar o oficialato. Por detestar a disciplina militar, em 1835 ele trocou a farda e as armas pelos livros e foi estudar em Moscou e São Petersburgo. Na época, seu leitura preferida eram os textos dos filósofos alemães Kant e Fichte. Em 1836, Bakunin começou sua carreira de escritor ao traduzir alguns textos de Fichte para o russo.
Até 1839, Bakunin brilhava nos salões estudantis como um excelente debatedor dos textos do pensador alemão Hegel. Se sua família acreditava que ele faria carreira na universidade, a realidade é que o jovem estudante preferia passar seu tempo debatendo com os agitadores políticos Alexander Herzen e Nicholas Ogarev. “Eles abriram meus olhos para o mundo de pobreza e desigualdade na Rússia do Tzar”.
Tem mais, mas deixemos para revelar na sequência.
ÚLTIMA
“Nada será como antes…”