“ESCREVEU NÃO LEU, O PAU COMEU”

Este ditado é uma espécie de ameaça aos que não cumprem bem suas obrigações. Nas escolas de antigamente o aluno que escrevesse e não conseguisse ler não teria cumprido a sua lição e assim seria punido com a palmatória, castigo de pancadas nas mãos.

Hoje se diz que quando alguém faz alguma coisa sem finalizar terá que arcar com a responsabilidade da tarefa inconclusa, sofrendo as conseqüências que fez por merecer. “Escreveu não leu, o pau comeu”, é na linguagem popular o jeito de se anunciar para alguém que deixou algo incompleto e que por isso será penalizado.

Pode ser compreendido também como advertência para quem promete e não cumpre. “Escreveu” representando a ação de prometer e “não leu” o descumprimento da promessa. Se não vai saber ler é melhor nem escrever.

Falsas expectativas criadas são erros que se enquadram no que expressa esse provérbio. Não se admitem desculpas, a reação é rigorosa com os que enganam, ludibriam e se aproveitam da boa fé dos outros.

O débito de uma promessa é uma conta negativa que precisa ser honrada, do contrário a cobrança será inevitável, permanente e punitiva. A primeira conseqüência é a perda da confiança, da credibilidade. É fraude, crime considerado estelionato.

A cultura popular na sua sabedoria referenda o alerta. Não se deve deixar de ler o que escreveu ou não se deve começar algo prometido e não terminar, porque em resposta “o pau vai comer”.

* Integra a coletânea de textos que intitulei “REFLETINDO A SABEDORIA POPULAR (ditados e provérbios)”.
 

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