Este provérbio reforça a importância do sentimento de solidariedade, da parceria, da ajuda mútua. Ninguém faz nada sozinho. Uma mão não se lava bem sozinha. A compreensão é fácil de ser captada na analogia.
A cooperação é imprescindível nas relações humanas sejam elas quais forem. Em tudo a reciprocidade de gentilezas, de colaboração, de interação, se faz necessária para que as coisas aconteçam bem feitas. Não é no isolamento, nem na auto suficiência , que se estabelece a realização dos acontecimentos. Há sempre a precisão do auxilio de outro para a consecução de qualquer empreitada.
Os que não conseguem enxergar essa verdade do saber popular, por se acharem únicos e poderosos, vão aprender a lição no após ato, quando os resultados não são o que desejavam.
O espírito de companheirismo deve presidir todas as formas de convivência social. O papa Francisco coloca bem o sentido do que seja espírito de solidariedade, “só no compartilhar, no doar, nossa vida será fértil e colheremos nossos frutos”. É a forma culta de dizer “uma mão lava a outra”.
Em sendo um ser social o homem encontra forças no coletivo, no grupo, para resistir ás intempéries da vida. Mesmo numa sociedade da competição, não existem possibilidades de se descartar a importância da contribuição, do compartilhamento, da colaboração mútua. Voltamos aos provérbios “uma andorinha só não faz verão”.
A interdependência entre os homens nos força a repensar a relação com o próximo e nos despirmos de sentimentos de ambição desmedida, ganância, cobiça, inveja.
* Integra a coletânea de textos que intitulei “REFLETINDO A SABEDORIA POPULAR (ditados e provérbios)”.