A viagem, o avião, a normalidade e os efeitos da Politica

{arquivo}BRASÍLIA – As últimas horas a partir de João Pessoa foram ocupadas em parte por um debate estéril com base a partir de informações mal explicadas, dando conta da viagem do prefeito Luciano Cartaxo para Salvador a bordo de um avião particular ao lado do empresário Eduardo Carlos, presidente da Rede Paraíba de Televisão, onde trataria (como aconteceu) da possibilidade da Capital paraibana sediar uma etapa da STOCK CAR – prova que, como é de conhecimento geral, tem a cobertura da Rede Globo.

A informação tomou conotação de suspeitas diante da exploração maldosa de que o avião era de propriedade do empresário Junior Evangelista, do Cartório Eunápio Torre, dias depois da Prefeitura ter adotado novo percentual de impostos para os cartórios da Capital.

Diga-se de passagem que em percentual muito acima dos interesses do setor.

Como pode-se provar por A mais B, não houve nem há nada de absurdo, nem de ilegal ou amoral, porque se tratou de uma costura em favor do Calendário automobilístico da Capital com possibilidade concreta de inserir Joao Pessoa no circuito.

Tudo começou com o interesse do empresário Eduardo Carlos ao lado do presidente da Federação de Automobilismo, Odilon Ribeiro Coutinho, de convidar e levar o prefeito para conhecer a prova e, diante de entendimentos do diretor da STOCK Car, ver a possibilidade de João Pessoa ter a prova no próximo ano.

Mas, em João Pessoa – muitas vezes por falta de assunto, as versões tomam conotação de verdade mesmo, no decorrer dos dias, se provando que os fatos provam exatamente o contrário, como se deu neste caso.

Primeiro, porque Junior Evangelista não é dono do avião e ficou sabendo da utilização da aeronave de propriedade do empresário Serafim Ribeiro Coutinho (filho de Odilon) comumente usada por ele e outros consorciados, depois da viagem acontecida. Ele, a exemplo do empresário Zinga, utiliza o avião fruto de contrato, tipo condomínio, portanto, desconhece quem volta e veia pode ser usuário.

Quanto à presença do prefeito em Salvador, esta se deu fruto de convite de um empresário empreendedor, no caso Eduardo Carlos, como se dá ou se dará com outros sem qualquer tipo de problema.

Quanto à questão dos Cartórios, Júnior Evangelista esteve ausente da maioria das negociações com a PMJP liderada pelo presidente da ANOREG, Germano Toscano, e, ao final, os valores adotados pela Prefeitura foram muito acima do reivindicado pelo setor.

Trocando em miúdos, como se diz lá no bairro da Torre, volta e meia se faz zoada por nada, talvez por falta de assuntos mais fortes mesmo.

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