{arquivo}Eis que o mais emblemático dos novos nomes para compor a disputa pela Presidência da República resolveu tomar outra forma de ser na conjuntura política dando márgens até para se projetar sua desistência do jogo.
Em nome do fator denominado de prudência, ou mais do que isso, estratégia mesmo, o governador Eduardo Campos não tem tido a mesma dinâmica de tempos atrás quando, toda semana, era visto em um estado diferente alicerçando a possibilidade de candidatura.
O fato é que este novo timing de Eduardo lhe oferta muitas interpretações nos bastidores, a mais forte delas é de que Lula teria concretamente lhe exposto razões de sobra para adiar este projeto plausível para um futuro mais adiante.
Aliás, noutra escala de valores, o marqueteiro da Dilma e de Lula – João Santana, teria dito aos dois que as projeções cientificas produzidas após a fala de Eduardo Campos no radio e TV, dias atrás, provam que as inserções não surtiram o efeito à altura do imaginado/desejado pelo governador daí a repensada de projeto.
Embora a análise seja apenas uma observação conjuntural, pode até ser que nada disso vingue, como querem os aliados da Dilma, mas é fato que o governador debreou sua marcha política de olho no Palácio do Planalto.
O ETERNO CONFRONTO
De fato, PT e DEM são mesmo que animais em disputa ferrenha, sempre. É o que se deduz do lance registrado na Paraiba, mas que pode ser aplicado a qualquer um outro estado do Pais.
O deputado federal Efraim Morais, filho do ex-senador Efraim (algoz petista por ter sido o presidente da CPI dos Bingos) criticou duramente a presidenta Dilma por ter, segundo ele, estado omissa de ações diante da estiagem demorada no semi-árido.
Criticou ainda a demora no andamento das obras estruturantes, a exemplo da Transposição do São Francisco e por ai vai.
Foi o suficiente para o PT sair da zona de conforto e partir para cima do deputado federal dizendo que ele (o parlamentar), além de ingrato é incompetente – por argumentar que o Governo Dilma tem produzido ações em todo Nordeste, inclusive nas terras da família do parlamentar, onde originalmente faz política, mais do que o prefeito – seu primo e o próprio Efraim, secretario de Infraestrutura do Governo do Estado.
O presidente do PT de João Pessoa, Jackson Macedo, garantiu que o ritmo das obras do São Francisco depende do Tribunal de Contas, embora o governo tenha sido célere em resolver as pendências. Por fim, garantiu que a crise não é maior no semi-arido em face dos programas sociais de Dilma. “O pai dele é Secretario de Estado, o primo prefeito e nada fazem para atenuar o problema, mesmo recebendo tratamento especial do Governo Federal”.
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“Quando um não quer/ dois não brigam…”
