Estamos a 17 meses das eleições de 2014. Os partidos político com pré-candidatos a presidente da república já estão montando as bases essenciais dos debates eleitorais. Para o PT e outros coligados, mesmo com os notáveis feitos socioeconômicos dos seus 10 anos de Governo, é sempre possível fazer cada vez mais! A oposição tradicional do PSDB e a ainda quase situação ou neo-oposição do PSB plantam a ideia de que o Brasil vai bem, mas pode melhorar, é possível fazer mais!
Não há como negar os avanços do desenvolvimento econômico brasileiro com uma forte inclusão social. Em 2002, a economia brasileira, com um PIB de US$ 450 bilhões, ocupava a 12a posição mundial. No final deste ano, o Brasil terá um PIB da ordem de US$ 2,5 trilhões, provavelmente o 5o maior do mundo. As economias dos Estados Unidos, China, Japão e Alemanha continuarão sendo, pela ordem, as quatro maiores.
No Brasil, o desemprego atual, em torno de 5,5%, é um dos mais baixos do mundo. A inflação se mantém nos limites da meta. A taxa básica anual de juros, de 7,5%, está entre as menores das últimas décadas. O crédito foi democratizado, com uma oferta farta, acesso fácil e baixo custo. De 2003 para cá, mais de 30 milhões de brasileiros saíram da pobreza absoluta. Houve uma ampla melhoria nos principais indicadores sociais: caíram expressivamente os índices de analfabetismo, mortalidade infantil, déficit habitacional e concentração de renda, ao lado do aumento da renda per capita, da expectativa de anos de vida da população e do IDH.
A Paraíba ficou um tanto à margem dessa prosperidade socioeconômica do País. Nos anos 1990, a economia paraibana era 4a maior do Nordeste, na década seguinte passou a ser a quinta e, em 2012 a sexta, perdendo posição para as do Maranhão e R.G.do Norte. Com esse fraco desempenho, o nosso Estado entrou no grupo dos quatro piores colocados, no cenário nordestino, quanto ao analfabetismo, mortalidade infantil, renda per capita, expectativa de anos de vida e IDH.
Esse quadro adverso não pode deixar de ser o conteúdo básico do debate político da eleição para governador da Paraíba. Essa realidade inconteste se impõe aos partidos da situação e da oposição. O tema central bem que poderia ser o seguinte: Perdão paraibanos, pela involução socioeconômica relativa do Estado, diante de tanto progresso nacional, nos últimos 10 anos. Não temos mais tempo a perder, vamos reconstruir a Paraíba que podemos ser.
A sociedade paraibana clama por uma melhor atenção dos políticos e seus partidos. Há um pesado passivo de atraso socioeconômico a superar. O nosso Estado não pode continuar com os seus níveis de emprego e renda dependendo, em mais de um terço, das atividades da administração pública. Este caso é singular, até mesmo no Nordeste. A Paraíba precisa ter um setor produtivo dinâmico, moderno e complexo. Isto será impossível, se ficarmos à margem das boas perspectivas econômicas do Brasil. Em síntese, sem a elevação da qualidade do debate político, na busca de um futuro melhor, corremos o risco de uma regressão relativa ainda maior.