{arquivo}Diferentemente do que acontece no Norte e Sul do País, a pesca enquanto atividade de sobrevivência humana há anos que reluta na Paraiba para dar saltos qualitativos sempre esbarrando em obstáculos, apesar de relativa melhoria de vida dos pescadores com as medidas do Governo Federal no campo da estrutura física do setor e da Bolsa Pesca, sobretudo, quando acontece da fase proibitiva.
Nesta quarta-feira, depois de demorado encontro com o deputado estadual Jutay Meneses e seu assessor, José Luiz, ficamos sabendo que agora em maio o Ministro Marcelo Crivela está com presença assegurada para dar inicio ao período de captura de lagosta – espécie comum apenas nas mesas fartas e ricas.
Eis mais trabalho para o Superintendente Samuel Lemos, mas como é a natureza de cobrança de resultados do ministro certamente que resta tão somente ir à luta, suar e gerar comprometimento com o setor. Além do mais, registre-se os esforços que o presidente da Confederação Nacional de Pesca, Abraham Linconl, produz como instrumento de cobrança ao mesmo tempo apoio indispensável às lutas dos pescadores, cooperativas e empresas.
O fato é que, não obstante a luta do deputado Anisio Maia, o PRB tem assumido uma nova fase de incremento capaz de construir fases melhores, não só no abrigo de mais consistente política de acompanhamento assistencial do pescador mas, sobretudo, ao conjunto maior dos negócios em torno da pesca.
No caso da Paraiba, diferentemente de Santa Catarina por exemplo, somos uma base territorial com atividade pesqueira mais artesanal do que qualquer outra coisa, especialmente depois que a Paraiba perdeu para o Rio Grande do Norte a condição de Polo no Nordeste.
Estudos produzidos pelos pesquisadores Aradi Rodrigues de Melo, Athiê Jorge Guerra Santos e Dinalva de Souza Guedes indicam que nossa quota mensal se mantêm pequena Em capturas efetuadas por barcos, redes de esperas e linhas de mão, a uma distância de aproximadamente 18.000m da costa, portanto, não dispõe da mesma infraestrutura e ousadia de outros mercados.
O estado da Paraíba possui um litoral com aproximadamente 130km de extensão, onde estão localizados 11 municípios costeiros e 37 comunidades Pesqueiras com frota pesqueira composta de 1.371 embarcações,
das quais 1.357 desenvolvem a pesca em pequena escala (artesanal), sobre a plataforma continental, e 11 embarcações industriais, que operam nas regiões oceânicas da ZEE (Zona Econômica Exclusiva) e áreas adjacentes da região.
Em síntese, como projetou o deputado Jutay com base em dados do superintendente Samuel Lemos, há um conjunto de medidas traçadas, definidas e a serem postas em execução nos próximos dias incentivando não só a melhor estruturação do setor, assim como garantindo vida qualificada para pescadores com o programa “Minha Casa, Minha Vida” chegando até esse importante segmento, no caso da Paraiba, predominantemente artesanal.
Vamos aguardar, mas não há como ignorar e deixar de produzir incentivos aos pescadores, cooperativas e empresas do setor. Precisamos avançar.
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” Quem é do mar/ não enjoa…”