Poder, mágoas e futuro: valores temporais

{arquivo}O senador Cássio Cunha Lima fez reverberar em contato com o diligente e arguto repórter Cristiano Texeira, Editor adjunto do WSCOM, em contato na cidade de Monteiro, sexta-feira finda, que não tem mágoas e nem vê problemas na relação com o governador Ricardo Coutinho em face da substituição do diretor Marcus Túlio (parente do senador) na CAGEPA.

O argumento central de Cássio é único: sua relação com Ricardo não é fisiológica, mas de valor político na construção de uma Nova Paraiba.

Palavra de Cássio tem de ser respeitada por tudo o que ele representa, mas já não dá mais para ignorar tantas mágoas mal resolvidas na relação entre cassistas e o Governo Ricardo. No caso em tela, de Túlio, o próprio afetado já disse que está tudo superado mas, quem entende de gente, sabe que nada é assim tão ingenuamente.

Marcos Túlio está confortado porque houve compensação. Só que, ao longo dos mais de 2 anos de Governo Ricardo, são muitos, incontáveis, os Cassistas depenados, aviltados e mal tratados pela política de gestão do governador sem reparos e, em muitos casos, com visível perda de qualidade de vida.

Esta é a questão de fundo, que um dia o senador vai ter de encarar sem amuos, sentimentalismos mas com pragmatismo puro, ou seja, se todo esse acervo será levado em conta ou não.

Ninguém duvida do ótimo momento pessoal do senador, depois de enfrentar tantos revezes na vida, mas sua confortável condução de vida não pode abstrair centenas, milhares de outras vidas de pessoas seguidoras de seus passos políticos.

O governador Ricardo, como qualquer outro, tem liberdade e autoridade para fazer o quem bem provier, mas em relação política isso pode ser feito com atitude sensata, negociada, correspondente ao significado das alianças, e não de forma abrupta.

Esta é a síntese de uma realidade posta, que um dia – mesmo ele torcendo para se manter onde está, tranqüilo, apoiando RC, vai decidir se está satisfeito com o tratamento de seus milhares de seguidores ou seguidoras.

Tudo isto, sem dar um pio sobre a questão de fundo da Nova Paraiba pretendida pelo senador porque, independente de posição política, basta ver os indicadores da Educação, Saúde, Economia, etc para atestar com clareza que estamos a quilômetros de distância dessa Paraiba pretendida – de 40 anos em 4, a não ser que seja de sofrimento, porque neste índice, estamos na pole position.

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“O olho que existe/ é o que vê…”
 

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