{arquivo}Como parâmetro, sustento a partir de agora a análise sobre os primeiros cem dias da administração Luciano Cartaxo tomando por base as duas cidades ao lado – Recife e Natal, onde lá estão dois gestores experientes e com ações postas na perspectiva de resolver ou apontar novos caminhos para as duas Capitais. Natal tem um caráter diferenciado porque vivia um Caos, daí as medidas do prefeito Carlos Eduardo terem um sentido distinto, mas nunca no tamanho de João Pessoa e Recife, enquanto resultados ou perspectivas deles a curto prazo.
Na essência das três cidades – tendo João Pessoa como referência, atestamos que os três prefeitos fizeram o dever de casa no quesito mais importante: arrumação do processo para construir em curto/médio prazos o desenvolvimento sustentável das cidades respondendo primeiramente aos reclamos e gargalos no campo da saúde, educação, segurança, mobilidade e emprego – neste ultimo caso, somente a Capital pode adotar índices como foram anunciados para educação, Fisco, etc.
Antes de chegar a Luciano, precisamos identificar Geraldo Julio como um jovem e capaz gestor de grandes projetos porque fora originado na Secretaria de Desenvolvimento substituindo Fernando Bezerra Coelho e, na sequência, dirigido SUAPE. Mesmo com sua sapiência reconhecida, guardadas as proporções não fez mais do que o prefeito da Capital.
O CASO CONCRETO DA CAPITAL PARAIBANA
{arquivo}Embora compute a entrega de apartamentos populares, o recapeamento asfáltico da Orla, a efetivação de reajustes salariais, acordos com as diferentes lideranças funcionais da PMJP, Folia de Rua como investimento econômico – cultural, mais anúncio do Hospital da Mulher, novos serviços também ao público feminino no Hospital Santa Isabel e medidas emergenciais na Saúde, os dois maiores feitos de Luciano Cartaxo até agora estão na postura de diálogo e concretização de duas grandes medidas:
A primeira atraindo U$ 100 milhões, via Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) com aplicação / formatação imediata dos projetos já com desembolso de U$ 1 Milhão; e a garantia da Presidenta Dilma do macro complexo de ações no Centro Histórico mexendo com economia, meio ambiente, habitação, ciência, tecnologia, inovações, turismo e empregabilidade.
Quem quer ter um futuro promissor para seu habitat precisa adotar primeiramente o Planejamento adequado aos novos tempos para gerar desenvolvimento organizado e sustentável.
Neste particular, João Pessoa saiu na frente porque foi a primeira Capital do Nordeste a ser anunciada pelo BID dentro do programa que prepara e gera cidades planejadas em suas várias vertentes. Recife certamente virá depois e Natal sequer sabe quando será incluída neste grande projeto.
Sem contar, nos diversos projetos de revitalização sócio – econômica em curso na direção do Centro Historico envolvendo o Porto do Capim, o rio Sanhauá, todo o Patrimonio Historico, entre eles a reurbanização do Parque Solon de Lucena.
Isto, sim, é que significa gestão planejada à altura dos anseios da população cansada de improvisos em ações pontuais.
Agora é a hora de desenvolver as outras etapas do processo de desenvolvimento social.
CUIDADOS NA EQUIPE
Se faz importante admitir que o conjunto do Secretariado de Cartaxo tem valor reconhecido, embora gere a impressão de que em alguns setores falte ainda dinâmica à altura dos titulares. São três meses, mesmo assim, há de se buscar celeridade porque a barriga não espera.
Neste sentido, a impressão é de que o prefeito anda atento – vide o caso da Saúde, onde incidiam processo lento, mas que deve ser suprido nos próximos dias com a ascensão do gestor Adalberto Fulgêncio. Tem cancha, sabe dos trâmites em Brasilia como poucos, entende de política de Saude e política com P maiúsculo e conhece tanto os índios da aldeia, quanto os do PT e fora do PT.
Em síntese, Luciano Cartaxo fincou os pés exigindo doravante os resultados mais efetivos em áreas vitais.
A QUESTÃO POLITICA EM SI
Luciano começou o ano de 2013 com um valor distinto de todos os demais prefeitos do Nordeste: é o único do PT, partido da Presidenta Dilma, e isso faz diferença. Basta ver como ele é tratado e recebido em Brasilia.
Na pratica, ele opera bem nos meandros da capital federal e tem adotado um estilo de dialogo à altura de sua trajetória. Precisa, mesmo assim, cuidar de amuos ou desconfortos localizados, sobretudo porque todos querem espaços e ele, o prefeito, não desalojou o pessoal remanescente (vide Luciano Agra) – condição que interfere para abrigar outrem.
No âmbito da Câmara, joga o jogo bem resolvido e tende a se manter porque anda atento e sabe reagir.
Para concluir, o cenário é de quadro sob controle a merece pequenos ajustes.
Se tivesse que merecer uma Nota, a Coluna daria 7,5.
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