{arquivo}O vazamento da informação pela jornalista Eliane Cantanhêde de que o governador Eduardo Campos se encontrou sigilosamente com o ex-governador de São Paulo, José Serra, está longe de ser algo de preponderância máxima na agenda do Lider do PSB porque, de fato, ele mira com dedicação ao processo de consolidação da candidatura topando acordos até com Opositores, embora precise se advertir que, diante de tudo conhecido, que há um contexto de reação sutil e forte capaz de gerar desconfortos em breve.
Eduardo Campos não leva em conta, mas está sob os ombros do Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, uma “alta conta”, como foi nos repassado nesta quinta-feira de sol, gerada pela articulação vitoriosa de Bezerra em consolidar inúmeros projetos para o Governo Eduardo diante da Presidenta Dilma no inicio do Governo, entretanto, diante dos novos fatos, deixa subentender que ela vai cobrar o desalinhamento de Campos.
É uma questão de dias.
Tanto dentro da cúpula da Presidência, quanto no PT (principalmente) e junto aos partidos aliados, já há um consenso de que a confiança total em Eduardo está comprometida, até porque os movimentos feitos pelo governador junto ao ex-prefeito Gilberto Kassab para tirar o PSD da base aliada de Dilma somado à articulação para atrair o PPS (leia-se Roberto Freire) mais do que pacificar Pernambuco significa consolidar um novo acordo com José Serra – este descontente com o PSDB e adversario feroz do PT.
Aliás, nas rodas tucanas de São Paulo mais próximas de Serra, é comum se ouvir da decisão do agrupamento serrista de “dar o troco a Aécio”, por este ter feito “corpo mole” nas duas ultimas disputas presidenciais, cujo cenário só se consolidaria através de Eduardo Campos daí os entendimentos já nem tão secretos entre os dois.
Mas, em que pesem as articulações e engenharia política de Eduardo, no mesmo nível de monitoramento e de reação os mais próximos de Dilma recomendam serenidade, tanto que ela decidiu ir a Pernambuco na próxima segunda-feira para inaugurar trecho de duplicação da rodovia para o Estádio da Copa, mas já insinuam necessidade de identificar qual o campo de fato a ser jogado pelo governador – oposição em construção ou o que mais, já que aliado firme assim não é mais tratado.
Em Pernambuco, onde há uma torcida imensa pela candidatura de Eduardo, começam a se esboçar reações ainda sem o reforço do PT, PC do B, etc, para desqualificar o momento do governador, a exemplo do que fez a deputada estadual Terezinha Nunes criticando duramente o que considerou “uso da máquina do Governo para fazer pré-campanha já agora”, cujo coro deve ter reforço em breve de petistas.
Trocando em miúdos, Eduardo Campos avança, mas se prepare com a sabedoria e competência peculiares, porque há em curso a construção de pântanos e ciladas políticas capaz de lhe render muita dor-de-cabeça.
E, olhem, que Lula voltando-se para a África nos últimos dias ainda não colocou seu cavalo na chuva, ou seja, não entrou na briga como entrará com o avanço de Eduardo junto à Oposição.
ÚLTIMA
“O Olho que existe/ é o que vê…”