{arquivo}Lá no bairro da Torre há um ditado popular infalível. Diz assim: “quem é cocho parte cedo”. Mutatis mutandi é o que se aplica ao gesto não tão solitário do ex-prefeito de João Pessoa, Luciano Agra, buscando construir musculatura eleitoral para se contrapor ao projeto do seu ex-amigo Ricardo Coutinho, candidato à reeleição no Governo do Estado.
Devagar, devagarzinho, como diria Martinho da Vila, Luciano Agra ocupa espaços que, em tese, deveriam estar fortemente preenchidos pelo ex-prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital, sem dúvidas nenhuma outra nome forte na conjuntura de 2014, embora seus adversários o vejam manco, baleado com a gestão final em CG.
Mas, como íamos dizendo, Agra tomou gosto pelo debate e está agora afiado e disposto a chamar para o confronto de idéias o próprio governador.
Neste fim-de-semana, em Itaporanga, Agra mostrou que está destemido e com discurso capaz de incomodar mais na frente o governador porque toca em questão tabu: a essência de tudo, que é um plano real de desenvolvimento para o Estado da Paraiba.
Luciano Agra diz e insiste em apontar números e dados pontuando que o governador Ricardo não tem plano de desenvolvimento e só vive atualmente de fazer política para se reeleger.
Agra foi duro e ecoou por todo o Vale do Piancó, onde Ricardo onde vai bem, inclusive pela inexistência de contra-ponto.
Nada até agora abala a reeleição do governador – a exceção de Cássio que tem, se quiser, condições amplas de ser candidato e vencer – porque vai ser precisar andar mais, falar e provar mais, como faz o cavaleiro de Ingá, Campina e João Pessoa – o arquiteto Agra.
De sobra, contando com a experiência e solidariedade de Nonato Bandeira.
ULTIMA
“Estava a toa na vida/ o meu amor me chamou/
pra ver a banda passar/ cantando coisas do amor…”