{arquivo}O processo de garantia antecipada da reeleição para o mandato do presidente Durval Ferreira na Câmara Municipal de João Pessoa mostrou mais uma vez que o atual mandatário é hábil e com capacidade de arregimentação capaz de superar todas as reações, inclusive de natureza contestatória, dando-lhe Poder a exigir que se leve a sério como tal porque, do contrário, é conviver com crise.
Não entro no mérito do processo do ponto-de-vista conceitual, sobretudo, porque neste momento mais importante é atestar os fatos e dimensioná-los no tamanho exato do que está por trás, de um lado o poder de articulação do presidente e do outro o interesse da maioria dos vereadores que, como se colocou, supera questões partidárias e de base aliada porque com Durval estão vereadores como Bruno Farias, Raoni Mendes e Benilton Lucena – só para atestar três aliados do Executivo.
Na prática, como se dá na Assembléia Legislativa, a habilidade de Durval se fez presente diante dos favorecimentos compensatórios que aquele Poder pode oferecer diante dos limites da máquina do Executivo e de certa lentidão operacional, por isso muitos dos vereadores preferem o “certo”, dentro da lógica de benefícios, diante do “duvidoso” – no caso o tamanho do que podem receber da máquina administrativa municipal.
O fato é que Durval se impôs soberano porque, lá atrás, quando da decisão da base aliada de votar consensualmente com ele no atual mandato que só está começando não se amarrou politicamente em negociação aberta a inexistência de ratificação de novo mandato antecipado, como reagiram vereadores do porte de Bira, Fernando Milanez, Fuba, Elizia Virginia, etc, ignorando a habilidade do presidente – este chegando ao ponto agora conhecido por todos.
O resultado adverso para o Executivo precisa ser encarado como lição definitiva para outros fatos e negociações de futuro tendo que abrigar numa boa a cena indigesta deste momento para as pretensões de setores da Base Aliada porque, insistir em amuos, é permanecer em crise com um Poder que, como ensinam os meninos do bairro da Torre, se faz melhor viver em harmonia, uma vez que o contrário é estar no Inferno político.
Em síntese, é uma derrota para o Executivo por não ter conseguido interferir em tempo hábil podendo servir de grande lição porque em torno da política existem muitos experts, afora o Exmo Sr prefeito, que não podem ser ignorados, minimizados.
AINDA VAI TER BARULHO
O vereador Fernando Milanez não vai parar de tentar interferir no processo pós votação nesta quinta-feira. Ele protocolará nesta sexta ação judicial pedindo a nulidade da eleição com base em vários artigos do regimento interno, entre eles a negativa de acesso aos documentos processuais.
– Como pode nos tempos de hoje, onde a sociedade exige transparência e conduta de renovação de valores, se possa ter uma eleição antecipada em 36 meses antes de concluido o atual mandato, que sequer começou? – reverberou Milanez.
Mas, o fato é que Durval emplacou mais um mandato antecipado.
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